Refinaria Abreu e Lima
Refinaria Abreu e LimaFoto: Divulgação

Reunidos em ato justamente contra o processo de venda da Petrobras e a atual política de preços dos combustíveis adotada pela atual gestão, nessa terça (3), na Refinaria Landulpho, na Bahia, os petroleiros comemoraram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e a suspensão do processo por parte da Petrobras. “Recebemos essa notícia com bastante otimismo, pois acreditamos que o freio estabelecido pelo STF mostra que a nossa luta está no caminho certo em defesa das riquezas do povo brasileiro e da soberania nacional”, diz o coordenador-Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi.

Um dia após o término do prazo que prorrogou do dia 18 de junho para 2 de julho o tempo para que outras empresas, além das cinco já confirmadas, pudessem manifestar interesse na aquisição de 60% dos ativos na área de refino da Petrobras, sem novos interessados, a estatal suspendeu o processo competitivo que incluia, além da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, as refinarias Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e Presidente Getúlio Vargas, no Pará, e a Landulpho Alves, na Bahia. Além das áreas de refino, também estão suspensos o desinvestimento da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A e da Transportadora Associada de Gás (TAG).

Em comunicado, a Petrobras alegou que a suspensão foi influenciada pela decisão cautelar proferida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o governo de privatizar empresas públicas sem autorização do Legislativo. Se teve ou não a ver com a ausência de novos interessados, o fato é que a suspensão agradou os petroleiros que são contra ao processo de desinvestimento da estatal.

Para o coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro-PE/PB), Rogério Almeida, presente também no ato na Bahia, a decisão do STF valida que a justiça está a favor do povo brasileiro.“A gente está comemorando essa suspensão, mas se mantém mobilizado para conversar e manter os atos contra esse modelo de privatização adotado pela Petrobras”, comenta o coordenador. Segundo ele, mesmo com a suspensão, a categoria deve bater o martelo no próximo dia 18 de julho sobre a greve por tempo indeterminado que vem sendo “costurada” desde antes da paralisação dos caminhoneiros, em maio. “Nossa luta continua, afinal, essa suspensão é temporária, não definitiva”, reforça Almeida.

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