Caminhoneiros
CaminhoneirosFoto: Arthur Mota/ Folha de Pernambuco

A possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros foi descartada pelo
Sindicato dos Condutores em Transportes de Cargas Autônomos de Pernambuco (Sintracape). Nas redes sociais, foram difundidos boatos sobre uma manifestação da categoria que aconteceria nesta quarta-feira (19).

De acordo com o presidente do Sintracape, Wilton Nery, a categoria deve se manifestar contra a suspensão do julgamento da tabela de frete no Supremo Tribunal Federal (STF), originalmente marcado para esta quarta. No entanto o sindicato garantiu que os protestos consistem apenas no uso de faixas, cartazes e na difusão de mensagens por meio das redes sociais. "Estamos tentando chegar em um acordo para que a categoria e a sociedade não seja prejudicada", afirmou Nery.

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A votação no STF foi suspensa a pedido da Advocacia Geral da União (AGU). O pedido, aceito pelo ministro do Supremo Luiz Fux, adia para o dia 10 de março o julgamento, que deve decidir se o tabelamento de frete rodoviário é ou não constitucional. Contrárias à constitucionalidade da tabela, as ações que motivaram o adiamento foram apresentadas pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), pela ATR Brasil (Associação do Transporte Rodoviário de Carga do Brasil) e pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

"Queremos mostrar que o piso é constitucional. Não aceitamos trabalhar abaixo do custo porque não há dignidade. Essa situação prejudica nossos carros, coloca a sociedade em risco. Por isso, continuamos fazendo essa manifestação pacífica", completou o presidente do Sintracape. "Se a questão [da tabela] for votada como inconstitucional, a categoria deve fazer uma paralisação a nível nacional."

Em paralelo ao sindicato, outros representantes da categoria também não garantem a realização de manifestações. De acordo com Marconi França, líder dos caminhoneiros, será realizada "uma manifestação para pressionar o STF". Mas o grupo também não deve paralisar nem fechar as estradas. 

Atualmente, vigora a política de tabelamento, com os valores do piso mínimo do frete sendo atualizados a cada seis meses. A tabela foi estabelecida em 2018 pelo ex-presidente Michel Temer.

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