Movimentação no comércio
Movimentação no comércioFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Impactado pelo fechamento do Estaleiro Atlântico Sul, em agosto, e pela redução da produção de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano do terceiro trimestre foi de crescimento modesto. Segundo dados divulgados na última sexta pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a alta foi de 0,7%.

Esse desempenho decorreu do comportamento dos três grandes setores econômicos: Agropecuária (9,5%), Indústria (-2,7%) e Serviços (1,3%). Em valores correntes, o PIB do terceiro trimestre de 2019 alcançou R$ 48,8 bilhões.

Embora positivo, quando comparado ao PIB brasileiro do período, o resultado interrompeu a trajetória de dez trimestres consecutivos de crescimento acima do nacional, que marcou no período alta de 1,2%. Mas, segundo os analistas do Condepe/Fidem, trata-se de algo pontual, uma vez que no acumulado do ano, a economia pernambucana se mantém em curva ascendente à nacional, marcando alta de 1,5%, enquanto no Brasil, o percentual é de 1,0%. “O fechamento do Estaleiro e a queda na produção da Rnest tiveram impacto direto nesse resultado aquém do nacional. Porém, no acumulado do ano, a economia pernambucana ainda ascende à nacional”, analisa o gerente de estudos e pesquisas socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, que estima que crescimento de 2,1% no PIB do 4° trimestre.

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Para o diretor de Estudos e Pesquisas da agência, Maurílio Lima, os números mostram que os investimentos foram feitos e que estão apresentando resultados favoráveis. “Mas, a economia nacional se recupera lentamente de uma crise e, Pernambuco, se recupera em ritmo melhor que o nacional”.

Ao detalhar os resultados dos setores econômicos no último trimestre, os destaques ficaram por conta da agricultura e serviços. No primeiro, que totalizou alta de 9,5%, as lavouras temporárias, com as culturas de cana-de-açúcar, mandioca, melão, melancia e batata-doce variaram 11,5%. Já as lavouras permanentes, tiveram crescimento de 11,0% com o aumento na produção de laranja, banana, manga, maracujá, coco-da-baía, goiaba e castanha-de-caju. Na pecuária, a alta de 3,4% foi consequência do aumento na produção de ovos e bovinocultura.

Impactado pelo fechamento do estaleiro, o setor industrial pernambucano apresentou variação de -2,7% no volume do seu valor adicionado. Os desempenhos positivos ficaram pela atividade de produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,6%) e na construção civil (0,9%).

Com o maior peso no PIB, o setor de serviços cresceu 1,3%. O resultado foi consequência do bom desempenho dos segmentos de comércio (2,0%), administração, saúde e educação públicas (1,9%), atividades imobiliárias e aluguéis (1,9%) e outros serviços (0,5%).

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