Navio iraniano
Navio iranianoFoto: Heuler Andrey / AFP

Após determinação judicial, a Petrobras deu início neste sábado (27) ao abastecimento de navios iranianos que estão parados há quase 50 dias no porto de Paranaguá (PR). A petroleira vinha se negando a vender combustível para as embarcações argumentando que ambas estão na lista de empresas sancionadas pelos Estados Unidos.

A justificativa era de que, ao fornecer óleo aos navios, a própria Petrobras estaria sob risco de sofrer penalidades pelas autoridades norte-americanas. São dois os navios iranianos fundeados em Paranaguá, o Bavand e o Termeh. Eles trouxeram ureia ao Brasil e deveriam retornar com milho ao país persa.

Na noite da última quarta-feira (24), o presidente do STF, Dias Toffoli, determinou que a estatal fornecesse combustível.

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O Bavand já tem embarcado quase 50 mil toneladas de milho e o Termeh aguarda o carregamento de outras 60 mil toneladas. A carga é avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

A expectativa é de que o abastecimento seja concluído ainda este sábado e que os navios iniciem o retorno ao Irã durante este fim de semana. A previsão é de uma viagem de 37 dias.

O presidente do STF -que decidiu o caso após uma disputa judicial nas instâncias inferiores- também argumentou prejuízos causados à balança comercial do país com o Irã, que é o maior comprador de milho brasileiro. Ele disse ainda que não há possibilidade de a Petrobras sofrer sanções dos EUA, uma vez que o reabastecimento será feito por ordem judicial.

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