Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho
Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e TrabalhoFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse nesta sexta (15) acreditar que o clima para aprovação da Reforma da Previdência no Congresso é muito bom. Ele afirmou, porém, que "não há gordura" no projeto que foi apresentado pelo governo no dia 20 de fevereiro.

Marinho diz que, desde a apresentação do texto ao Legislativo, tem visitado bancadas e que já recebeu mais de 50 parlamentares. "O clima é muito bom. Esse é o momento de aprovar a reforma da Previdência", comentou, em palestra durante evento na FGV do Rio.

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Em rápida entrevista antes de discursar, Marinho evitou estimar prazos para a votação, dizendo que o Congresso tem o seu próprio tempo. Ele comentou, porém, que, caso os parlamentares decidam manter privilégios a determinados setores, terá que explicar à sociedade o custo. "Se houver entidade que tenha algum benefício especial, será preciso mostrar quanto isso vai custar e que isso vai significar menos investimentos em casas populares e na saúde", afirmou o secretário. Ele frisou que o texto final será definido pelo Congresso, mas disse que a proposta do governo "não tem gordura".

"Foi apresentado dentro do que nós achamos adequado, do que achamos ideal para recuperarmos as finanças do Brasil, para impedir o crescimento da dívida explosiva", defendeu. Segundo o governo, a reforma economizaria R$ 1 trilhão em dez anos.

Em sua palestra, ele reforçou a defesa de que a reforma ataca privilégios e é fundamental para o ajuste fiscal. "Não é agenda de governo, não é agenda de partido político, não é agendas de presidente, é uma agenda de Brasil, da sociedade brasileira.

Militares
Ele reforçou que o governo pretende apresentar até o próximo dia 20 a proposta de reforma da Previdência dos militares. Na entrevista, evitou dar detalhes, mas confirmou que o governo pretende propor aumento do tempo de serviço e das contribuições, como tem sido noticiado. Servidores estaduais da segurança pública e bombeiros devem seguir algumas das regras que serão apresentadas aos militares.

Marinho afirmou ainda que, após a aprovação da reforma da Previdência, o governo planeja lançar um projeto de reorganização de carreiras no serviço público federal. Um dos pontos a ser atacado, disse, é a velocidade na progressão dos servidores. "Um jovem passa em um concurso e, em cinco, seis ou sete anos, já está no teto das remunerações, e isso gera toda a sorte de distorções", argumentou. Ele não deu detalhes sobre como e quando será feita essa proposta.

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