Encontro

Efeitos climáticos em empreendimentos precisam ser acompanhados após a concessão de financiamentos

Pesquisa foi feita pelo Banco Europeu de Investimento

Joana Conde apresenta pesquisa na reunião da AlideJoana Conde apresenta pesquisa na reunião da Alide - Foto: Divulgação/BNB

Um estudo realizado pelo Banco Europeu de Investimentos (BEI) em parceria com a Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide) mostrou que 54% dos bancos públicos analisam os riscos climáticos na hora da concessão do crédito para investimentos.

No entanto, apenas 17% deles fazem um acompanhamento desses projetos após o financiamento.

O resultado mostra que não há uma preocupação mais efetiva com a mitigação do impacto das mudanças climáticas nos empreendimentos que recebem recursos, na maioria das vezes oriundos de fontes públicas.

Segundo a responsável pela Divisão de Análise de Países e do Setor Financeiro do BEI, Joana Conde, a situação é mais preocupante porque um trabalho realizado pela própria instituição mostra que os países da América Latina e Caribe são os que mais estão sob riscos físicos, derivados das emergências climáticas. em relação ao resto do mundo.

A pesquisa, que ainda está em fase de execução, foi respondida por 24 bancos de 14 países da região. Eles representam 49% do total de instituições financeiras com esse perfil. Um dos pontos que o trabalho abordou mostrou, inclusive, que 42% das instituições já registraram os efeitos das mudanças climáticas em suas próprias estruturas.

Incompatibilidade

Joana reconhece que há uma incompatibilidade entre a percepção dos bancos sobre esses riscos com suas tomadas de ação em relação aos clientes da sua carteira. “Em termos de ações práticas, mais tangíveis, a situação está um pouco mais aquém do que o necessário”, explica a representante do BEI.

Para Joana Conde, é preciso uma maior capacitação das instituições financeiras de desenvolvimento. “Muitos deles já têm ferramentas sobre as melhores práticas de como fazer esse monitoramento dos riscos e que são compartilhadas pelos bancos de desenvolvimento. Essa troca de conhecimentos é fundamental”, ressalta ela. Ainda de acordo com ela, o objetivo do BEI e dos organizamos multilaterais que trabalham com o financiamento do desenvolvimento, e que têm mais experiência em nível global, é aumentar a capacitação com os outros bancos de desenvolvimento. Os dados completos da pesquisa serão divulgados em outubro deste ano.

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