Eleições animam o mercado

Investidor aprovou decisão das urnas. O resultado foi alta de 1,88% na Bolsa e queda de 1,41% no dólar

Viva - A Vida é Uma FestaViva - A Vida é Uma Festa - Foto: Divulgação

O resultado das eleições municipais de domingo foi o principal assunto do mercado financeiro no Brasil ontem. E o que se percebe pela cotação do dólar e pela movimentação da Bolsa de Valores é que os investidores aprovaram a decisão das urnas.


 O dólar, por exemplo, já largou em baixa e somou queda de 1,41% no final do dia. Com isso, a moeda fechou a segunda-feira em R$ 3,20, valor não registrado desde agosto. Já a Ibovespa teve alta de 1,88%, acumulando 59.461 pontos.

Para analistas financeiros, os resultados, favoráveis para a economia brasileira, mostram que o mercado financeiro está de acordo com a vontade do povo brasileiro de reduzir o percentual de prefeitos do Partido dos Trabalhadores (PT). Nas eleições de 2012, a legenda conquistou 644 prefeituras. Ontem elegeu apenas 256 prefeituráveis, com apenas um deles à frente de uma capital: Marcus Alexandre, de Rio Branco, Acre, eleito no primeiro tur­no. E o partido só concorre ao segundo turno em uma capital: Recife, com João Paulo. 

“Vimos, em todas as regiões do País, um enfraquecimento do PT. E o mercado entende que isso pode se refletir no âmbito nacional, tanto nas próximas eleições presidenciais quanto na força que o Governo Temer tem politicamente”, disse o diretor de operações da FN Capital, Paulo Figueiredo. Ele lembra que o mercado é favorável ao novo Governo porque acredita que a equipe econômica capitaneada por Michel Temer e Henrique Meirelles vai levar à frente medidas de ajuste fiscal que podem recuperar a economia brasileira, melhorando as condições para investimentos.

“Acredita-se que a máquina pública vai ser conduzida de uma forma melhor; porque, durante o Governo do PT, algumas decisões político-econômicas não agradaram ao mercado, refletindo-se na alta do dólar e na queda da Bolsa”, completou Figueiredo, lembrando que a desaprovação do mercado financeiro com o PT já havia ficado clara durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, quando a cotação do dólar oscilou de acordo com o andamento do processo no Congresso Nacional. 

Analista da Clear Corretora, do Grupo XP, Raphael Figueiredo ressaltou que a forte influência da política nos resultados do mercado financeiro de ontem só foi possível porque o cenário externo manteve-se comportado. “O movimento se descolou bastante do cenário internacional porque o mercado norte-americano e o preço do petróleo não apresentaram muitas surpresas”, disse.

Ele acrescentou ainda que contou no fechamento da Bolsa e do dólar a expectativa para a votação no Congresso Nacional da PEC que cria um limite para o crescimento das despesas públicas, que deve acontecer nesta semana. “O mercado subiu acreditando que a PEC vai ser aprovada, abrindo caminho para outras medidas para colocar o País na trajetória de crescimento”, opinou.

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