Eletrônicos chineses são sobretaxados pelos EUA

Baterias de lítio e zinco, lasers, câmeras eletrônicas, armas e medicamentos também foram incluídos na lista, bem como as importações de aço e alumínio

TelevisãoTelevisão - Foto: Reprodução/Internet

Luzes de LED, telas do tipo touch screen, televisores, motores, aço e componentes eletrônicos estão entre os itens incluídos nas tarifas dos EUA contra a China, em resposta a um suposto roubo de propriedade intelectual pelo país asiático. A lista foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo Escritório de Representação Comercial dos EUA. São cerca de 1.300 itens, mas a decisão ainda não é final e vai ser submetida a comentários e a uma audiência pública.

Baterias de lítio e zinco, lasers, câmeras eletrônicas, moldes para semicondutores, armas e medicamentos também foram incluídos na lista, bem como as importações de aço e alumínio.

O setor de aviação é um dos mais afetados, com itens como telescópios, painéis de navegação, barômetros e outros componentes. Motores e peças de carros também foram contemplados.

Segundo o embaixador Robert Lighthizer, que coordena o Escritório de Representação Comercial dos EUA, a lista divulgada nesta terça mira produtos que se beneficiam dos planos industriais da China, mas cujas tarifas terão pouco impacto na indústria americana.

Há dúvidas, porém, sobre os efeitos da medida entre indústrias e consumidores americanos -que podem testemunhar um aumento de preços no mercado interno.
"As tarifas punem consumidores americanos ao aumentar os preços de produtos de tecnologia e não vão mudar o comportamento chinês", informou, em nota, o Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação (ITI, na sigla em inglês), que representa empresas como a Apple, Dell, HP e Google.

O objetivo do governo é tarifar até US$ 50 bilhões em importações chinesas –o equivalente a cerca de 10% das vendas para o país. A alíquota a ser imposta é de 25%. Empresas e consumidores americanos terão até o dia 22 de maio para levantar objeções à lista.

A represália comercial dos EUA contra a China foi anunciada pelo presidente Donald Trump duas semanas atrás, depois de uma investigação do governo demonstrar que os chineses se apropriaram de tecnologia americana de forma desleal, investindo em empresas no país e exigindo a transferência de conhecimento para suas companhias.

Poderio chinês

Mas a iniciativa também faz parte de uma investida contra o poderio econômico chinês, que o governo Trump já qualificou como "ameaça ao poder, à influência e aos interesses americanos".

Segundo o governo dos EUA, a estratégia dos chineses é conquistar a liderança econômica em tecnologia, conforme exposto nos planos industriais do país, como o "Made in China 2025". Trump quer brecar o avanço dos asiáticos, sob o argumento de que ele tem sido feito de forma desleal.

A China, por sua vez, já respondeu, e impôs nesta semana tarifas retaliatórias de até 25% sobre 128 produtos americanos, que incluem carne de porco, nozes e etanol. A indústria brasileira de suinocultura espera se beneficiar com a medida.

 

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