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FINTECH

Ella Bank, plataforma que une edtech e fintech, é lançada nesta quarta-feira (19)

Com investimento de 1,2 milhão, a iniciativa projeta um faturamento de R$ 95 milhões em cinco anos

Rosana Bezerra, Presidente do Ella BankRosana Bezerra, Presidente do Ella Bank - Foto: Felipe Ribeiro/FolhaPE

Com a meta de alcançar 100 mil clientes nos primeiros cinco anos, o Ella Bank propõe renovar o ecossistema de fintechs voltadas para mulheres empreendedoras. A iniciativa, que nasce com investimento inicial de R$ 1,2 milhão, mira um faturamento de R$ 95 milhões no mesmo período, apostando na oferta integrada de serviços financeiros e formação profissional como diferencial competitivo.

O lançamento do Ella Bank chega com a intenção de inovar a cartela de fintechs disponíveis, principalmente, para mulheres empreendedoras. O ponto de partida da iniciativa é unir capacitação e facilidade financeira unindo dois conceitos: fintech e edtech. 

O conceito de edtech reúne “educação” e “tecnologia” para definir soluções que ampliam e modernizam o aprendizado. É esse modelo que o Ella incorpora como diferencial pioneiro no país, oferecendo capacitação integrada à experiência bancária.

Para a idealizadora do projeto, Rosana Bezerra, a proposta de um banco direcionado às demandas das mulheres vem para atender a uma necessidade de mulheres que não possuem contas bancárias e de mulheres empreendedoras que não encontram em bancos tradicionais as especificidades necessárias para o dia-a-dia de um negócio. “A gente sabe da realidade de muitas mulheres ainda, principalmente a microempreendedora, as MEIs, que tem essa dificuldade ainda. Muitas são desbancarizadas, ou sub-bancarizadas”, afirmou Rosana. 

O banco calcula atingir entre 1.000 e 1.500 novas clientes por mês nos primeiros dois anos, alcançando 100 mil correntistas no momante de até cinco anos.

Microcrédito

A ideia é unir, em um só lugar, cursos de capacitação, profissionalizantes e até graduação e pós-graduação em uma plataforma que também é um banco, que oferecerá Pix, cartão de crédito, contas em modelos pessoas física e jurídica e, posteriormente, até concessão de micro-crédito. Essa é uma procura e uma necessidade recorrente para o crescimento de negócios no Brasil. 

No país, atualmente, 10 milhões de mulheres tem a gestão do seu próprio negócio como ocupação. Dessas, 68% tem o pedido de acesso de crédito negado pelas instituições. 

"A princípio a gente só está entrando com o fundo educacional, que é essas parcerias que a gente está fazendo Com essas instituições conseguindo reduzir o valor e parcelando de forma facilitada", afirmou. 

No entanto, a liberação de contratação de crédito está prevista para 2026. A presidente do Ella Bank explicou que uma das estratégias da instituição é firmar parcerias que permitam reduzir custos e oferecer condições de pagamento facilitadas para as clientes. Segundo ela, negociações já estão em andamento.

Edtech

A fintech se diferencia ao integrar uma edtech própria ao aplicativo bancário. Essa aba no sistema proposto pela instituição será chamado de Universidade Ella, que poderá ser acessada pelo próprio aplicativo do banco e estreará com mais de 50 cursos disponíveis. 

A plataforma estreia oferecendo um Start de Conhecimento, com cursos gratuitos em áreas como contabilidade, marketing digital, educação financeira e produção de conteúdo. São 20 formações introdutórias, todas livres e de curta duração, pensadas para ampliar rapidamente a base de conhecimento das usuárias.

Já no oferecimento de cursos que emitem certificado e colaboram com o aumento de nível de escolaridade das clientes, o Ella Bank disponibiliza cursos profissionalizantes, com cargas horárias entre 40 e 80 horas, em áreas como logística, normas de segurança (NRs), direção defensiva e certificações exigidas pelo mercado. No setor, essas qualificações costumam custar entre R$ 400 e R$ 500, mas na plataforma serão ofertadas por R$ 100, valor que poderá ser parcelado em 10 boletos de R$ 10.

Para quem busca aprofundamento técnico, haverá ainda cursos técnicos que variam de 800 a 1.800 horas, estruturados para ampliar a empregabilidade em segmentos que enfrentam déficit de mão de obra qualificada.

No campo acadêmico, a parceria com a UniBras permitirá a oferta de graduação e pós-graduação, incluindo MBAs e formações em gestão, administração e saúde. Aqui, a previsão é de que correntistas recebam descontos de até 50%, reduzindo mensalidades que hoje giram em torno de R$ 200 para aproximadamente R$ 120.

A plataforma também contará com mentorias individuais, que vão de psicologia empresarial a marketing, tecnologia, gestão de projetos e inteligência emocional. As primeiras sessões serão gratuitas, com atendimentos individuais de 30 minutos.

“A meta é criar uma comunidade ativa, com mulheres líderes orientando outras que ainda não têm consciência da própria capacidade de liderança”, explica Rosana. As mentoras parceiras também poderão oferecer serviços complementares a preços reduzidos.





 

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