Em dia fraco, dólar fecha em alta e quebra série de 5 quedas; Bolsa sobe

O dólar à vista subiu 0,36%, para R$ 3,281. O dólar comercial teve alta de 0,18%, para R$ 3,276

Deputado federal João Campos (PSB)Deputado federal João Campos (PSB) - Foto: Chico Ferreira

Em sessão de volume fraco, o dólar fechou em alta nesta segunda-feira (26) e interrompeu sequência de cinco quedas, enquanto o Ibovespa subiu 1,18%, para 58.620 pontos, em dia de feriado nos Estados Unidos.

O dólar à vista subiu 0,36%, para R$ 3,281. O dólar comercial teve alta de 0,18%, para R$ 3,276.

O real foi a segunda moeda emergente que mais perdeu força ante o dólar, atrás apenas do peso argentino, que caiu 1,35% em relação à divisa americana.

O Banco Central não anunciou intervenção no mercado de câmbio nesta sessão. A última vez em que a autoridade monetária atuou foi em 13 de dezembro.

"A sessão foi de baixa liquidez. Houve apenas uma recuperação do fluxo de dólares que entrou na semana passada, mas nada relevante", diz Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.

"Basicamente só o Brasil operou, não tivemos nenhuma referência de commodities. Os investidores reagiram de forma mais clara no mercado de juros, com um ambiente mais favorável ao ciclo de afrouxamento monetário do Banco Central", complementa.

As taxas curtas e longas dos contratos de juros futuros mais negociados caíram refletindo a melhora na perspectiva para a inflação refletida no Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com cerca de cem economistas.

A projeção para o índice oficial de preços IPCA caiu de 6,49% para 6,40%, e a de 2017 recuou para 4,85%, mais perto do centro da meta do BC, que é de 4,5% ao ano.

A avaliação é que o Banco Central poderá ter mais liberdade para cortar juros e, assim, ajudar a reativar a economia. Os economistas ouvidos pelo BC veem retração de 3,49% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e crescimento de 0,50% em 2017.

BOLSA

No Ibovespa, o dia também foi de volume fraco. O giro financeiro na Bolsa foi de R$ 1,62 bilhão, abaixo da média diária de dezembro, que é de R$ 8,97 bilhões.

O pregão foi esvaziado pela falta de negócios em Bolsas importantes no exterior, entre elas a de Nova York, que não abriu nesta segunda-feira. No cenário doméstico, a agenda fraca de notícias também contribuiu para o baixo volume registrado no mercado acionário brasileiro. Nem mesmo o dado de que o governo teve em novembro seu pior resultado para o mês desde 1997 prejudicou a alta do Ibovespa.

As ações da Vale fecharam em alta e estiveram entre as maiores valorizações do pregão. Os papéis mais negociados subiram 2,47%, para R$ 22,82, enquanto os ordinários -com direito a voto- avançaram 3,18%, para R$ 25,99.

Os papéis da Petrobras também subiram na sessão. As ações preferenciais da petrolífera avançaram 1,26%, para R$ 14,42, e as ordinárias tiveram valorização de 0,97%, para R$ 16,73.

Outro destaque positivo foram as ações de bancos, que subiram ainda na esteira das mudanças regulatórias anunciadas pelo governo na semana passada para destravar o crédito no país.

As ações do Itaú avançaram 0,80%; os papéis ordinários do Bradesco subiram 2,05% e os preferenciais, 1,83%. As ações do Banco do Brasil tiveram alta de 1,57%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil se valorizaram 1,62%.

A expectativa é que os pregões de quarta e quinta-feira sejam mais movimentados, com os gestores fechando as posições de suas carteiras para o próximo ano.

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