Mercado Financeiro

Em recuperação à queda da véspera, Bolsa sobe 0,83%

Dólar teve leve alta de 0,13%, a R$ 5,3130

Bolsa de valores de São PauloBolsa de valores de São Paulo - Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

O Ibovespa fechou em alta de 0,83%, a 120.705,91 pontos, nesta quinta-feira (13) em recuperação da queda de 2,65% da véspera, com preocupações sobre o comportamento da inflação norte-americana e seus reflexos nos próximos passos do Fed (banco central americano) com relação a estímulos econômicos.

Um queda menor do que analistas esperavam para o IBC-Br em março corroborou a reação na Bolsa. A atividade econômica caiu 1,59% ante o mês anterior, contra expectativa de queda de 3,75%, segundo economistas consultados pela Reuters. No primeiro trimestre, cresceu 2,3%.

O índice também foi impulsionado pela boa recepção de investidores aos balanços publicados entre a noite da véspera e a manhã desta quinta.

Yduqs saltou 9,67%, Eletrobras, 6,90%. Natura e Equatorial subiram 3,9% e 4,74%, respectivamente. Via Varejo ganhou 4,4%.

Por outro lado, com um balanço pior do que o esperado, BRF caiu 2,8%.

O dólar teve leve alta de 0,13%, a R$ 5,3130.

Nos Estados Unidos, S&P 500 teve alta de 1,22% e Dow Jones de 1,29%. Nasdaq subiu 0,72%.

Na pauta macro do dia, os novos pedidos de auxílio-desemprego no país continuam em queda, indo ao menor nível em 14 meses, e os preços ao produtor subiram no mês passado, embasando narrativa de aumento da inflação fortalecida na quarta pelo relatório de preços ao consumidor.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA totalizaram 473 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 8 de maio, contra 507 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta. Economistas consultados pela Reuters projetava 490 mil pedidos na última semana.

Embora as aberturas de empregos estejam em um recorde de 8,1 milhões e quase 10 milhões de pessoas estão oficialmente desempregadas, as empresas têm tido dificuldades em encontrar mão de obra. As dispensas estão em mínimas recordes.

Benefícios generosos aos desempregados, temores de pegar Covid-19, pais que ficam em casa para cuidar das crianças e falta de matéria-prima, bem como aposentadorias relacionadas à pandemia e mudanças de carreira, são motivos que têm sido atribuídos a essa disparidade. A economia dos EUA criou 266 mil empregos em abril, depois de 770 mil em março, informou o governo na semana passada.

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