Ter, 10 de Março

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Economia

Emirados Árabes e sauditas buscam elevar produção de petróleo

Os dois países, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), adotaram posição conjunta em meio a uma disputa com a Rússia que tem derrubado os preços globais da commodity

Exploração de petróleoExploração de petróleo - Foto: Agência Brasil

Os Emirados Árabes Unidos juntaram-se à Arábia Saudita nesta quarta-feira (11), com promessas de levar a produção de petróleo a nível recorde em abril.

Os dois países, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), adotaram posição conjunta em meio a uma disputa com a Rússia que tem derrubado os preços globais da commodity.

Os planos dos dois países representariam aumento equivalente a 3,6% da oferta global, em momento em que há expectativa de queda na demanda mundial por combustível, pela primeira vez em uma década, devido ao impacto do coronavírus.

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Os preços do petróleo já caíram quase pela metade desde o início do ano, pelo temor de que os países da Opep inundem os mercados em meio a uma batalha com a Rússia, depois que Moscou recusou um acordo na semana passada para ampliar cortes de produção que vinham sendo realizados desde 2016.

A Arábia Saudita, que já anunciou que irá elevar sua oferta para um recorde de 12,3 milhões de barris por dia em abril, disse que também elevará a capacidade de produção pela primeira vez em mais de uma década.

Já a estatal de petróleo dos Emirados Árabes, afirmou que vai elevar a oferta para mais de 4 milhões de barros por dia em abril e acelerar planos para ampliar sua capacidade para 5 milhões, uma meta antes prevista para 2030.

Com isso, sauditas e Emirados Árabes acrescentariam um total combinado de 3,6 milhões de barris por dia em abril a um mercado já saturado com petróleo. O atual acordo para restrição da oferta, fechado entre Opep e Rússia, aliança conhecida como Opep+, vence em março.

A Rússia também disse que petroleiras locais podem elevar a produção em até 300 mil barris por dia, e que seria possível um aumento de até 500 mil.

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