Emprel vai para o Bairro do Recife

A ideia da Empresa Municipal da Informática é se aproximar do Porto Digital, o polo do desenvolvimento tecnológico da cidade, e já pode ser executada em 2019

Eugênio Antunes, presidente da EmprelEugênio Antunes, presidente da Emprel - Foto: Gustavo Glória / Folha de Pernambuco

É no Bairro do Recife, nos arredores do Porto Digital, que surge a maior parte das soluções tecnológicas pernambucanas. Porém, é longe dali, no bairro dos Torrões, Zona Oeste da Capital, que a Prefeitura mantém a sua Empresa Municipal de Informática (Emprel). Por isso, a sensação é de que ainda é pequena a integração entre os ecossistemas locais de tecnologia público e privado. E a Prefeitura sabe disso. Por isso, está trabalhando para mudar essa realidade: a Emprel está em busca de edifícios que possam receber seus 300 trabalhadores no Bairro do Recife e já diz que a mudança pode ocorrer no próximo ano.

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“Temos feito um esforço grande para trazer a Emprel para junto do Porto Digital, porque não é possível que a administração pública tenha uma empresa de tecnologia e essa empresa esteja distante disso tudo”, revelou o prefeito do Recife, Geraldo Julio, em evento que reuniu empresários do setor no Bairro do Recife. “Temos esse desejo há um tempo, tanto que já trouxemos alguns escritórios para o bairro. Mas a empresa é muito grande. São dois mil metros quadrados e 300 pessoas. Então, não é fácil achar um espaço para todos. Mas estamos procurando. Já vimos boas alternativas de prédio e continuamos procurando, para que se encaixe nas nossas condições financeiras”, explicou o presidente da Emprel, Eugênio Antunes, admitindo que a saída dos Torrões pode acontecer em breve. “No próximo ano, vamos fazer 50 anos. Seria um marco bacana fincar-se no território do Porto Digital, fechando o movimento de 50 anos e dando uma renovada na empresa com os ares do parque tecnológico. Vamos trabalhar nisso”, afirmou Antunes.

A Emprel não revelou o investimento necessário para a mudança, mas garantiu que isso pode render muitos frutos para a Emprel e também para as empresas privadas de tecnologia. “Vamos nos aproximar dos nossos clientes, as secretarias da prefeitura, e também do principal ambiente de tecnologia da cidade. Serão mais 300 pessoas dentro do Porto Digital. Então, poderemos contribuir com esse ambiente e extrair dele uma série de coisas bacanas”, argumentou Antunes, lembrando que também será mais fácil trabalhar de maneira integrada às empresas privadas que compõem o parque.

O Porto Digital já disse que está aberto a essas parcerias. “O setor público tem um núcleo de informática muito forte, que concentra muitos profissionais e demanda muito do setor privado. Então, será excelente aproximar nosso ecossistema privado do núcleo da informática pública”, avaliou o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, confessando que hoje a interação entre esses dois setores é pequena. Ele concluiu, então, que essa aproximação pode render bons negócios, tanto para a Emprel, que vai poder absorver as tecnologias inovadores do Porto Digital; quanto para as empresas privadas, que costumam fornecer muitos serviços para a administração pública.

 

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