Empresa de varejo chinesa vai investir US$ 15 bi em inteligência artificial

Grupo de comércio eletrônico Alibaba para competir com líderes globais

AlibabaAlibaba - Foto: Reprodução/Alibaba

Principal empresa de varejo on-line chinesa, o grupo de comércio eletrônico Alibaba planeja investir US$ 15 bilhões (12,7 bilhões de euros ou R$ 47,5 bilhões) na construção de centros de pesquisa no exterior, para competir com líderes globais em áreas como comércio eletrônico, logística e tecnologia de computação em nuvem.

O investimento, que se dará ao longo de três anos (US$ 5 bi por ano), representa cerca de 14% das vendas anuais projetadas do Alibaba e faz parte de um programa chamado "Academy for Discovery, Adventure, Momentum and Outlook" (Damo).

A academia Damo vai lançar oito bases na China, Israel, Estados Unidos, Rússia e Cingapura e está contratando cem pesquisadores para trabalhar com inteligência artificial (IA), computação quântica e fintechs, disse a empresa em comunicado nesta quarta-feira (11).

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"A Alibaba Damo Academy estará na vanguarda do desenvolvimento da próxima geração de tecnologias que impulsionará o crescimento da Alibaba e de nossos parceiros", disse o diretor de tecnologia, Jeff Zhang.

O Alibaba, com suas raízes no e-commerce, ramificou-se em serviços de nuvem e aplicativos de IA que vão de anúncios segmentados e opções de compras até reconhecimento facial.

Falando à revista "MIT Technology Review", Felix Liu, chefe de experiência do cliente da Alibaba, disse que a empresa começou a usar a IA para aplicações relacionadas aos clientes há dois ou três anos. Nesta quarta, afirmou, a IA ajuda a responder todas as perguntas dos clientes e, na metade dos casos, as resolve completamente.

Expansão
A gigante chinesa e suas afiliadas passaram por um rápido processo de expansão no ano passado, o que as levou a uma competição direta com a varejista on-line norte-americana Amazon.com e com empresas globais de pagamentos, nuvem e logística.

O investimento também acontece no momento em que Pequim está dando prioridade ao financiamento estatal em computação quântica, inteligência artificial e processamento de grande volume de dados (big data), ao pedir que governos de províncias, universidades, Exército e empresas particulares desempenhem um papel maior no desenvolvimento dessas tecnologias em áreas em que a China está atrás de países desenvolvidos. A meta do governo é que a China seja líder mundial em IA até 2030.

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