Empresários defendem equilíbrio fiscal como chave para competitividade: veja 7 propostas de coalizão
Documento de entidades do setor produtivo aponta caminhos para reduzir custo-Brasil e elevar taxa de investimento a 20% do PIB
O equilíbrio das contas do governo é destaque em um documento com uma agenda de propostas para aumentar a competitividade da economia brasileira e acelerar o desenvolvimento, lançado hoje por entidades empresariais lideradas pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC). Intitulada “Compromissos para um Brasil Competitivo”, a agenda traz sete propostas em torno de três grandes metas.
As metas são elevar a taxa de investimento para 20% do Produto Interno Bruto ( PIB, valor de todos os bens e serviços gerados na economia), hoje em 16,8%, segundo o IBGE; reduzir em 25% o “custo-Brasil”, que hoje soma 19,5% do PIB; e colocar o Brasil entre as 30 economias mais competitivas do mundo até 2030, conforme o Ranking Global de Competitividade do IMD, instituto acadêmico suíço especializado em negócios e gestão — hoje, o Brasil está no 58º lugar do indicador, que lista o desempenho de 69 países.
“Em um cenário de transformações econômicas, tecnológicas e geopolíticas, torna-se essencial construir uma agenda voltada à produtividade, à eficiência e ao desenvolvimento econômico sustentável”, diz o documento lançado hoje, de olho no debate de programas para as eleições presidenciais de outubro.
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O destaque para o equilíbrio das contas públicas aparece na lista de propostas. Das sete listadas na agenda, a primeira é “promover o equilíbrio fiscal de longo prazo”. O documento recomenda medidas como moderar o crescimento dos gastos obrigatórios, “desindexar as despesas públicas ao valor do salário-mínimo, como benefícios previdenciários”, e “combater os supersalários”.
Combate à ilegalidade
A segunda proposta é “fortalecer a governança regulatória”. O objetivo aí é reduzir a burocracia e aumentar a segurança jurídica nos negócios de setores regulados, como infraestrutura, petróleo e gás e mineração.
A terceira é “fortalecer o mercado de trabalho”, com melhorias na educação e na formação técnica, além de “avançar na modernização das relações trabalhistas, equilibrando as necessidades dos novos modelos laborais com a proteção social dos trabalhadores”.
O quarto ponto destacado no documento é “promover maior diversificação, integração e aumento de qualidade de serviços da matriz logística nacional”. Ainda na área da infraestrutura, a quinta proposta é “assegurar energia competitiva e acessível por meio de um sistema elétrico mais eficiente, seguro, justo e sustentável”.
Em sexto lugar vem “fortalecer o combate contra a ilegalidade nas atividades produtivas e mitigar os impactos da insegurança pública na competitividade da economia”, pois “estima-se que mercados ilegais representem perdas de aproximadamente R$ 468 bilhões ao país, equivalentes a 4,3% do PIB”.
A sétima e última proposta do documento é “promover a transformação digital”, que se consolidou “como fator central para produtividade, inovação e competitividade econômica, impulsionada por tecnologias como inteligência artificial, automação e computação em nuvem”.
As sete propostas do Movimento Brasil Competitivo
- Equilíbrio fiscal de longo prazo
- Governança regulatória
- Fortalecer o mercado de trabalho
- Melhorar a matriz logística
- Energia competitiva
- Combate da ilegalidade nas atividades produtivas
- Transformação digital

