Empresas doam R$ 4 milhões para testes de Covid-19 na Saúde

Os testes são destinados com prioridade aos profissionais de saúde na linha de frente do combate à pandemia

Trabalho de pesquisadores em laboratórioTrabalho de pesquisadores em laboratório - Foto: Paul ELLIS / AFP

Bradesco Seguros, Coca-Cola Brasil, Coca-Cola FEMSA e Grupo Fleury estabeleceram parceria e firmaram acordo com a Secretária de Saúde do Estado de São Paulo e o Instituto Butantan para ampliar a capacidade de processamento de exames para diagnóstico do novo coronavírus. Os testes são destinados com prioridade aos profissionais de saúde na linha de frente do combate à pandemia.

A meta é que sejam processados, ao longo das próximas semanas, 26 mil diagnósticos na metodologia RT-PCR, contribuindo para acelerar o processamento e liberação de resultados dos exames já coletados. ​O investimento é de R$ 4 milhões. Pela parceria, as empresas envolvidas estão aportando os recursos para realização dos exames pelo Grupo Fleury, que fará o processamento e análise dos exames a preço de custo. Fará também a entrega dos resultados à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

​Banco do Brasil e Bradesco também já haviam anunciado doação de R$ 20 milhões à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para produção de kits de diagnósticos rápidos para a Covid-19. Os testes serão destinados ao Ministério da Saúde.

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Mais de 2 milhões de testes rápidos de coronavírus foram doados ao Ministério da Saúde pela mineradora Vale. A Petrobras também entregou ao SUS neste domingo (19) o segundo lote de 300 mil testes para diagnóstico de Covid-19. Desse total, 200 mil foram doados ao Ministério da Saúde e 100 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

A falta de testes no Brasil é um problema na contenção do contágio. Nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde abriu edital de chamamento público para aquisição de mais 12 milhões de testes rápidos para Covid-19.

A pandemia causou uma corrida internacional por insumos e equipamentos médicos, e os países mais ricos estão em vantagem nesse grande pregão internacional. De acordo com Benisio Ferreira da Silva Filho, coordenador do Curso de Biomedicina do Centro Universitário Internacional Uninter, "nós sofremos com os custos e, em caso de emergência como essa, precisamos entrar na fila para concorrer com outros países."

Ele explica que o fato de o Brasil ser um país muito grande piora a situação, uma vez que "o volume de equipamentos e reagentes é proporcional -ou seja, precisamos de muitos".

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