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Governança

Empresas familiares entre as melhores práticas de governança

Estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro Governança Corporativa (IBGC) aponta que estruturas familiares apresentam as melhores práticas de governança

Baterias Moura, representada por Renata Moura (presidente Administrativa das Baterias)  é considerada um case de sucessoBaterias Moura, representada por Renata Moura (presidente Administrativa das Baterias) é considerada um case de sucesso - Foto: Léo Malafaia / Folha de Pernambuco

As empresas de gestão familiar que já passaram por várias gerações são as que mais adotam as boas práticas de governança corporativa. A conclusão é do Instituto Brasileiro Governança Corporativa (IBGC), que ontem apresentou, no Recife, uma pesquisa sobre o cenário em parceria com a PwC, que levou o nome de “Governança em Empresas Familiares - Evidências Brasileiras”.

“A governança estrutura bem as relações e pode equacionar as relações de uma maneira, evitando que conflitos entre familiares entrem dentro do ambiente empresarial e se tornem um dificultador na execução do negócio”, o gerente de pesquisa e conteúdo do IBGC, Luiz Martha, ressaltando que “a governança precisa cada vez mais ser discutida mais cedo dentro da empresa familiar. Não é um modelo totalmente completo, mas que vá se adequando à realidade da empresa em cada estágio”.

De acordo com a pesquisa, que visa diagnosticar o ambiente familiar nas empresas e traçar soluções para governança nestas organizações, das 276 empresas pesquisadas, 73,1% têm pelo menos uma estrutura de governança familiar. O estudo aponta que 48% elaboraram um documento que disciplina a relação entre a família e o negócio e 27,6% têm um plano de sucessão para cargos-chave. Um case de sucesso é a Baterias Moura.

Presidente do Conselho de Família e conselheira de administração da empresa, Renata Moura compartilhou a experiência de sucesso da família à frente da fábrica. “O segredo é continuar naquele assunto, mesmo que aquilo desanime. Nós conseguimos passar por isso, e continuar seguindo no assunto com uma certa vontade”, disse.

Renata, inclusive, disse já pensar sobre a sucessão, ainda sem data definida. “Eu tenho que estar de olho para quem eu vou passar o bastão, assim como minha prima fez comigo. Não posso largar de qualquer maneira nas mãos de qualquer um. É minha obrigação formar o gestor do conselho de família”, explica.

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