Escritórios virtuais ajudam a economizar

Espaços são usados por grupos de empreendedores a um custo menor com taxa fixa

Petrúcio AmorimPetrúcio Amorim - Foto: Divulgação

 

Se empreender já é um desafio, tomar esta decisão em épocas de dificuldade econômica como esta requer uma coragem ainda maior. Afinal, não são poucos os custos necessários para abrir uma empresa. É preciso, no mínimo, dispor de um espaço físico para apresentar como endereço fiscal e receber os clientes. Criar uma estrutura como esta, porém, está cada vez mais caro. Por isso, alugar salas em centros de escritórios compartilhados virou alternativa para quem quer manter o próprio negócio sem grandes investimentos. 
Empresários do setor calculam que os custos para a abertura e a manutenção de uma empresa podem cair em até 80% quando se decide entrar em um escritório virtual ao invés de construir a própria sala comercial. Afinal, neste caso, além de pagar o aluguel e os tributos do imóvel, é preciso arcar com os custos de telefonia, internet, energia, água e também com o salário e os encargos trabalhistas dos profissionais que garantem o atendimento ao público, como recepcionistas e serventes. Já os escritórios virtuais oferecem todos esses serviços por mensalidades fixas inferiores à somatória dos custos mencionados anteriormente.
O advogado Carlos Hermano Cardoso Júnior, por exemplo, diz que gastava cerca de R$ 3 mil mensais para manter a própria sala comercial. Há três anos, porém, descobriu o escritório virtual e migrou para o serviço, onde paga apenas R$ 150 por mês. “A vantagem financeira é enorme, porque não tenho mais IPTU, condomínio, secretária ou conta de luz. E a opção ainda me dá mais conforto e mobilidade. Posso atender meus clientes em dois locais diferentes e em um escritório bem equipado sem me preocupar em organizar tudo isso”, contou, dizendo que, com todas essas vantagens, não pretende voltar para a sala própria, que hoje ainda constitui uma renda extra por estar alugada.
Quem também tem lucrado nesta história são os proprietários desses espaços.

 A Associação Nacional de Coworking e Escritórios Virtuais (Ancev) calcula que o setor cresce a uma taxa de 15% ao ano e fatura R$ 22,5 milhões por mês. Ao ano, são movimentados cerca de R$ 268 milhões. “Temos a sorte de lucrar em qualquer momento econômico. Quando a economia está crescendo, os empreendedores atiram-se em novos investimentos e acabam nos procurando. Muitos crescem tanto que chegam até a abrir o próprio escritório. Quando vem a crise, porém, quem quer continuar empreendendo acaba voltando para os escritórios virtuais em busca de custos mais baixos. Ainda somos procurados por muitos daqueles que perderam o emprego e se dedicam ao empreendedorismo para continuar no mercado de trabalho”, explicou o presidente da associação, Ernísio Martines Dias. “É um negócio vantajoso em todos os sentidos. Tanto porque oferece uma economia considerável, quanto pelo networking, já que também oferece contato com outros profissionais”, reconhece o consultor de negócios e professor da Faculdade dos Guararapes (FG), Marcelo Homem de Mello, lembrando que ainda há espaço para novos negócios deste tipo no Nordeste.

 

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