Estado prepara exportação de mel

Produto será vendido para países como a Alemanha, França e Reino Unido. Projeto recebeu investimento de cerca de R$ 350 mil

Produção de melProdução de mel - Foto: Arthur Mota

Pernambuco desenvolveu um projeto com o intuito de se preparar para exportar mel para Alemanha, França e Reino Unido. Com investimento de cerca de R$ 350 mil, a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) e o Sebrae criaram a ação para qualificar 38 apicultores das três cidades de maior produção do mel: Araripina, Moreilândia e Exu. Marcado para ser lançado esta terça-feira (23) no município de Araripina, no Sertão, o projeto irá agregar os produtores que participarão da capacitação ao longo de todo o ano.

Problemas envolvendo a cadeia produtiva do alimento fizeram com que os gestores da AD Diper concebessem o plano para comercialização do produto. “O que acontece no Estado é que o mel produzido em Araripina é vendido de maneira informal aos atravessadores que transportam para os estados do Ceará e Piauí, principalmente. Nesses locais, o produto é comercializado como se não fosse de origem pernambucana. Dessa forma, os nossos produtores perdem o controle e o direito sobre a mercadoria exportada”, destacou o coordenador de Comércio Exterior da AD Diper, João Canto, informando que essa venda aos atravessadores é realizada sem nota fiscal.

Devido a esse sistema, Pernambuco não apresentava valor de exportação. Segundo Canto, a ideia do projeto é trabalhar a agregação de valor em cima do produto. “Dados do IBGE apontaram que o Estado produz cerca de 200 mil toneladas do mel anualmente. Então, defendemos que o apicultor possa exportar direto para outros países e o item seja registrado dentro de uma rota oficial de comércio”, explicou Canto, ao complementar que os três principais estados revendedores do mel pernambucano são Ceará, Piauí e Santa Catarina.

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De acordo com o gerente de Arranjos Produtivos Locais da AD Diper, Álvaro França, haverá todo o acompanhamento do órgão durante a formação dos produtores, com cursos e consultorias. “O objetivo é desenvolver nos apicultores a gestão da atividade comercial para que eles entendam como funciona o orçamento e a agregação do valor do mel”, disse França.

O coordenador João Canto ainda enfatizou o ganho que Pernambuco pode apresentar com as futuras vendas diretas para outros países. “Nosso mel possui uma qualidade individual altíssima, é uma produção 100% regional, com sabores e cores peculiares”, finalizou.

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