“Estamos na era da nuvem”, diz presidente da Microsoft

Primeira mulher a ocupar o cargo, ela diz que o que diferencia esta revolução das anteriores é, principalmente, seu impacto indiscriminado sobre todos os setores da sociedade

“Estamos num mundo 100%  móvel”, diz Paula Bellizia“Estamos num mundo 100% móvel”, diz Paula Bellizia - Foto: Divulgação

A presidente da Microsoft no Brasil, Paula Bellizia, apresentou, na quinta-feira (10), os quatro pilares da 4ª revolução industrial: como melhorar o relacionamento com o cliente, como empoderar funcionários, otimizar operações para uma estrutura de custo fixo mais leve, e, por fim, transformar produtos e serviços. Primeira mulher a ocupar o cargo, ela diz que o que diferencia esta revolução das anteriores é, principalmente, seu impacto indiscriminado sobre todos os setores da sociedade. Da indústria, ao escritório, às tarefas domésticas, nas diversas classes sociais e faixas etárias. A sua apresentação, feita durante fórum promovido pela MV, discutiu os objetivos que embasam e guiam o desenvolvimento de novas tecnologias e deu nome ao paradigma do momento: "estamos na era da nuvem".

Paula Bellizia se formou em Tecnologia da Informação, e, enquanto estudante, pediu ao pai que comprasse um computador para a casa. Os tempos eram outros, e ele não escondeu a surpresa, ela conta. Perguntou: “Pra quê você quer um computador?” Menos de três décadas depois, a democratização da tecnologia permite que, individualmente, tenhamos “maior capacidade computacional do que aquela que levou o homem à lua”, afirma a executiva. As transformações frenéticas não fazem sentido, no entanto, se não forem geridas em favor da vida das pessoas.

O apego à palavra “transformação” parece ser chave para entender o papel que a Microsoft entende desempenhar nos processos tecnológicos em curso. “A disrupção está tirando as barreiras de atuação das indústrias. A ideia não é substituir profissionais, mas transformar profissões”, afirma Bellizia. Participar da mudança, embora “mágico”, requer um quê de resignação. A economia disruptiva – exemplarmente ilustrada pelo Uber, para o setor de transportes – é a realidade contra que não se adianta brigar. “A gente já está em um mundo 100% móvel e 100% conectado à nuvem. Você tem que estar preparado para sofrer algum tipo de disrupção”, aconselha.

Veja também

China contribuiu com mais da metade do superávit comercial do Brasil
Economia

China contribuiu com mais da metade do superávit comercial do Brasil

Governo aumentou imposto sobre cilindro de oxigênio três semanas antes de colapso no AM
Tributos

Governo aumentou imposto sobre cilindro de oxigênio três semanas antes de colapso no AM