Biocombustíveis

Etanol como solução para reduzir poluição em Noronha

Estudo do WWF-Brasil mostra que os biocombustíveis contribuem para o projeto Noronha Carbono Zero

Ilha de Fernando de NoronhaIlha de Fernando de Noronha - Foto: Fabio Nóbrega/Portal Folha de Pernambuco

Os biocombustíveis são considerados essenciais para zerar a emissão de CO2 no arquipélago de Fernando de Noronha. A proposta foi apresentada com base no relatório Geração de Energia em Fernando de Noronha, elaborado pela organização não-governamental World Wildlife Fund - Brasil (WWF-Brasil). A medida é vista como positiva por especialistas, para que a ilha dê os primeiros passos para implementar o programa Noronha Carbono Zero que tem por meta limpar sua matriz energética.

Uma das medidas do programa é a adoção de práticas imediatas, como a adoção de veículos elétricos, que já está regulamentada por lei. Porém, essa medida não é o suficiente, segundo o estudo da WWF, pois a ação não irá reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. As análises do estudo mostram que a substituição da gasolina pelo etanol reduz as emissões de gases de efeito estufa em 77%, enquanto a adoção de veículos elétricos reduziria as emissões em 52% atualmente.

Segundo o presidente da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, é importante priorizar o uso do etanol para preservar o meio ambiente.

“Essa notícia foi positiva, pois faz parte da WWF, que é uma organização de credibilidade nacional e internacional. O Sindaçúcar entende a relevância e o alcance do Programa Carbono Zero e consideramos que o projeto é consistente no combate às mudanças ambientais, atuando pelo meio ambiente com uma estruturação sistêmica, evitando-se assim a degradação ambiental”, disse.

O estudo da WWF concluiu que a adoção dos veículos elétricos em Fernando de Noronha reduziria os custos para reabastecimento desses modelos, mas dependeria de investimentos em geração elétrica renovável e sistemas de recarga para efetivamente diminuir as emissões de carbono.

Segundo a organização, outra solução seria a mudança da matriz energética da ilha - hoje, 90% é termoelétrica e 10% solar -, substituindo por energias de fontes mais limpas. Em um mês, a matriz representa um consumo médio de 554 mil litros de diesel, gasto de R$ 3 milhões, além de uma emissão de 1,1 milhão de quilos de CO2.

Renato Cunha aponta ainda que o estudo da WWF mostra a importância dos automóveis flex, que  usam etanol e contribuem com a redução da poluição. 

A reportagem da Folha procurou a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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