Expansão de condomínios logísticos impulsiona demanda por empilhadeiras no Brasil
Ampliação dos centros de distribuição aumenta a procura por soluções para elevar a produtividade logística
O crescimento dos condomínios logísticos no Brasil tem ampliado os investimentos em infraestrutura, tecnologia e equipamentos para movimentação de cargas. Com a expansão dos centros de distribuição, empresas têm buscado modernizar as operações para aumentar a produtividade, reduzir custos e atender à demanda crescente do comércio eletrônico e da indústria.
Levantamento da SiiLA aponta que o país conta atualmente com cerca de 27,5 milhões de metros quadrados de condomínios logísticos das classes A+, A e B. A expectativa é que esse volume aumente em 4,9 milhões de metros quadrados até o fim de 2026.
A expansão acompanha o avanço do comércio eletrônico. Segundo projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, o setor deverá movimentar R$ 259 bilhões em 2026, crescimento de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior.
Com o aumento da capacidade dos centros de distribuição, cresce também a procura por equipamentos voltados à movimentação de materiais, especialmente empilhadeiras elétricas, retráteis e modelos adaptados para operações em corredores estreitos, que permitem melhor aproveitamento do espaço e maior eficiência operacional.
De acordo com o diretor da Tria Empilhadeiras, Humberto Mello, a ampliação da infraestrutura logística exige que as operações internas acompanhem o ritmo do mercado.
"Não basta construir galpões maiores. É preciso garantir que toda a movimentação interna acompanhe a velocidade que o mercado exige. As empilhadeiras deixaram de ser apenas equipamentos para transporte de cargas e passaram a exercer um papel estratégico na produtividade, na segurança, no aproveitamento do espaço e na redução de custos operacionais", afirmou.
Segundo o executivo, os novos condomínios logísticos também têm sido projetados para operações com maior verticalização dos estoques, o que demanda equipamentos mais modernos e adequados a diferentes tipos de carga. Nesse cenário, cresce ainda a procura por contratos de locação e manutenção preventiva, que oferecem maior previsibilidade financeira e disponibilidade operacional.
Para Mello, a modernização da intralogística tornou-se um diferencial competitivo para empresas que buscam acompanhar o crescimento do setor.
"Hoje, a eficiência não depende apenas de softwares. Ela acontece na operação diária. Equipamentos adequados reduzem deslocamentos, aumentam a segurança dos operadores, melhoram o aproveitamento do espaço e ajudam os centros de distribuição a crescer sem elevar os custos na mesma proporção", explicou.
O diretor avalia que a tendência é de continuidade dos investimentos em equipamentos de movimentação de cargas, acompanhando a expansão da infraestrutura logística e a pressão por entregas mais rápidas.
"Além de atender ao aumento do volume de mercadorias, a modernização das operações é fundamental para reduzir desperdícios e sustentar o crescimento das cadeias de suprimentos nos próximos anos", concluiu.

