Exportação de Pernambuco tem novo salto

Depois de crescer 35,4% em 2016, as vendas estaduais ao exterior tiveram uma alta de 171,8% só no 1º bimestre

A Jeep é um dos destaques da balança comercial de PernambucoA Jeep é um dos destaques da balança comercial de Pernambuco - Foto: André Nery/arquivo folha

 

Pernambuco voltou a se destacar na balança comercial do Nordeste no primeiro bimestre deste ano. É que, depois de crescerem 35,4% em 2016, as exportações pernambucanas saltaram mais 171,8% nos dois primeiros meses de 2017. Foi a maior alta registrada entre os estados da região, que na média teve um incremento de 30,9%, segundo o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene). E isto se deve à entrada de novos atores industriais na economia do Estado, sobretudo a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape e a Fábrica da Jeep.
“Pernambuco recebeu muitos investimentos entre 2004 e 2005, o que permitiu o surgimento de novos segmentos produtivos. E, agora, esses investimentos estão dando frutos em termos de produção e exportação”, explicou o gerente executivo do Etene, Airton Saboya Júnior.

Ele ainda esclareceu que esse resultado aparece com mais força só agora porque os novos empreendimentos demandam tempo para se consolidar e atingir a plena capacidade produtiva. “Os projetos são muito grandes, por isso ainda estão maturando. Eles ainda estão, gradualmente, conquistando novos mercados. Por isso, devemos registrar mais crescimentos fortes nos próximos dois anos”, completou o gerente de desenvolvimento empresarial da Fiepe, Maurício Laranjeira.
Mas não foi só isso que fez as empresas pernambucanas ampliarem sua presença no mercado exterior. É que, com a crise, faltaram consumidores para produtos como os carros no Brasil. Por isso, vender para fora tornou-se mais vantajoso, sobretudo com o câmbio favorável.

A crise, por outro lado, pode ter limitado a produção pernambucana, segundo Júnior. “A retração também retardou alguns investimentos. Então, acreditamos que, com a retomada do crescimento econômico, esses projetos voltem a ser acelerados, gerando mais empregos, impostos, produtos e exportações”, explicou o gerente da Etene, citando o caso da Refinaria Abreu e Lima, que não está concluída e, por isso, não atingiu sua capacidade plena. Ele ainda lembrou que, apesar de ter registrado o maior aumento do volume de exportações neste ano, Pernambuco continua atrás da Bahia em relação ao total exportado.

 

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