Brasil

Fazenda acerta em manter a meta de inflação em 3% e reforça o cenário de corte dos juros em agosto

Conselho Monetário Nacional aprovou proposta feita pelo ministro Fernando Haddad

Sede do Banco Central, em Brasília Sede do Banco Central, em Brasília  - Foto: Andressa Anholete

O anúncio do Ministério da Fazenda após a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) de junho foi o melhor possível. Primeiro, a meta de 3% foi mantida. Segundo houve a mudança no sistema, que deixou de ser ano calendário e passou a ser contínua, aproximando o Brasil da maioria dos países do mundo. Terceiro, essa mudança acontecerá a partir de 2025, mantendo a previsibilidade da economia.

Do anúncio, o principal foi a manutenção da meta em 3%. O presidente Lula vinha ameaçando subir a meta, sob a justificativa de que isso facilitaria a queda dos juros. Na verdade, o efeito seria o contrário, porque o mercado passaria imediatamente a elevar as expectativas de inflação. O BC teria, nesse caso, que manter a Selic em alta por mais.

Outro risco que não se concretizou foi a Fazenda propor uma meta contínua, mas a partir da meta deste ano, ou seja, de 3,25%. Se isso acontecesse, seria visto como um truque do governo para elevar a meta.

No Relatório de Inflação divulgado hoje, o Banco Central disse que a queda das expectativas de inflação aconteceu, entre outros motivos, pela redução do risco de alteração da meta de 3%. Com a manutenção do número, agora, a tendência é que as projeções caiam ainda mais, e o Banco Central se sinta mais seguro para reduzir os juros em agosto.

Com o anúncio de hoje, o ministro Fernando Haddad faz tudo certo e ganha mais credibilidade à frente do Ministério da Fazenda.

Veja também

Microsoft compra 8 mi de toneladas em compensações de carbono do Cerrado, em acordo com BTG
TECNOLOGIA

Microsoft compra 8 mi de toneladas em compensações de carbono do Cerrado, em acordo com BTG

Moro rebate Lula e diz que comparação com presidente do Banco Central é "nuvem de fumaça"
BRASIL

Moro rebate Lula e diz que comparação com presidente do Banco Central é "nuvem de fumaça"

Newsletter