Sáb, 18 de Julho

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Festas religiosas movimentam R$ 1,2 bilhão em Pernambuco e atraem milhares de devotos

Festejos juninos representam a maior parcela das movimentações financeiras ligadas à fé

A Bandeira de São João do Bonde, uma das 14 que participaram do cortejo,  desfilou pela primeira vez em 1985A Bandeira de São João do Bonde, uma das 14 que participaram do cortejo, desfilou pela primeira vez em 1985 - Foto: Vinicius Lins/Folha de Pernambuco

As principais celebrações religiosas do calendário pernambucano movimentaram mais de R$ 1,2 bilhão em 2025, impulsionando atividades ligadas ao comércio, aos serviços e ao turismo no estado. Os dados integram uma análise realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), com base em indicadores da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco (SETUR-PE).

O levantamento mostra que as manifestações de fé e tradição geram impactos diretos em segmentos como hospedagem, alimentação, transporte e comércio informal. 

Durante o período analisado, as festas juninas concentram a maior parcela dessa movimentação financeira, injetando R$ 1,1 bilhão na receita estadual e mobilizando um fluxo de 1,6 milhão de pessoas. O impacto econômico impulsionou a atividade comercial e turística em polos como Caruaru, Gravatá, Surubim, Bezerros e Petrolina.

“A concentração de público gera aumento da demanda e estimula a oferta de bens de consumo não duráveis e de serviços de apoio, como alimentação, transporte e hospedagem. Do ponto de vista financeiro, esse movimento acelera a circulação de capital e fortalece os pequenos negócios. Trata-se de um período que contribui para a recomposição de caixa de empreendedores e para a geração de renda de trabalhadores autônomos”, explica o economista da Fecomércio Pernambuco, Rafael Lima.

No Recife, a tradicional Festa do Morro da Conceição reuniu cerca de 2,5 milhões de fiéis, enquanto a celebração de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, atraiu 300 mil devotos. No Agreste Central, a Romaria do Venerável Frei Damião, realizada em São Joaquim do Monte, chegou à sua 32ª edição em agosto e reuniu mais de 300 mil participantes, superando a média histórica de 200 mil pessoas registrada em anos anteriores.

Renda para os pequenos
Ambulantes e barraqueiros, cadastrados e organizados pelas prefeituras para garantir a segurança alimentar e a ordem urbana, encontram nos eventos religiosos uma importante oportunidade de geração de renda por meio da comercialização de produtos típicos, artesanato e artigos de devoção.

O Ministério do Turismo estima uma movimentação anual de R$ 15 bilhões para o segmento religioso no Brasil. Para o presidente da Fecomércio Pernambuco, Bernardo Peixoto, as celebrações religiosas exercem um papel que vai além da movimentação econômica.

"Celebrações como a Festa do Morro da Conceição e a Missa do Vaqueiro reúnem milhares de pessoas em momentos de devoção e aproximação espiritual. Ao mesmo tempo, impulsionam a atividade econômica, beneficiando famílias que encontram oportunidades na comercialização de alimentos, artigos religiosos e na prestação de serviços durante os eventos", afirma.

Peixoto defende, ainda, que investir na preservação dos espaços e bens culturais ligados à religiosidade é uma forma de fortalecer o turismo de fé e ampliar seus impactos positivos para as comunidades. 

*Com informações da assessoria

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