FGTS: saiba como investir seu saldo

Especialistas recomendam sacar o saldo da conta inativa para realizar uma aplicação

Senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE)Senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) - Foto: Divulgação

Se você tem uma conta inativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e não tem dívidas para quitar, uma boa alternativa é sacar o valor e investir. Essa é a recomendação dos economistas para os quase 30% dos brasileiros não endividados do País. Segundo os especialistas, qualquer aplicação que renda mais que 5% (índice de rentabilidade do FGTS, considerando 3% mais Taxa Referencial) ao ano é mais vantajosa do que manter o dinheiro retido. O saque só poderá ser fei­­­to na Caixa Econômica Federal a partir de fevereiro, mas, até lá, você pode pesquisar qual modalidade financeira se encaixa mais com sua necessidade financeira.

De acordo com o educador financeiro Arthur Lemos, antes desse pontapé inicial, duas perguntas precisam ser feitas. “Qual o prazo associado a esse investimento? Curto, médio ou longo prazo? e qual o perfil de risco? Porque, quanto maior o risco, mais perspectiva de retorno o aplicador terá. Um risco me­­­nor, consequentemente, terá retorno menos expressivo. Mas, em compensação, você poderá deitar a cabeça no travesseiro em paz”, analisou.

O consultor financeiro da Consultoria Financeira e Mercados de Capitais (Finacap), Aristides Bezerra, explicou que, para os mais conservadores, a Letra Financeira do Tesouro (LFT) é o ideal, pois é pós-fixada e indexada à taxa Selic, que, hoje, está em 13,75%. “Essa é a aposta para quem deseja aplicar sem correr risco de volatilidade.

É a opção mais viável dentre as tantas do Tesouro, que, geralmente, rendem inflação mais juros”, contou. Em um exemplo prático, se o investidor aplicar R$ 1 mil na LFT, o rendimento ao fim do ano será de R$ 1.137,50. Deixando a mesma quantia no Fundo, o saldo final será de R$ 1.052,30. “Até a tradicional poupança, que rende 6% ao ano mais TR, é melhor do que deixar o valor no FGTS”, comparou Bezerra.

Na visão de Arthur Lemos, a LFT é realmente uma alternativa para quem não tem certeza do que vai fazer com o dinheiro. “Uma vez que pode resgatar antes do vencimento sem perdas, tem uma estrutura de baixo custo e rentabilidade justa. Agora, se eu sei o que quero, vou destinar para algo específico”, pontuou. Para os decididos, Lemos sugere não topar as modalidades propostas pelos bancos, como fundos de investimentos, letras de crédito imobiliário e agrário; e renda fixa. “Não é mudar a aplicação, mas recorrer aos corretores de valores. Eles funcionam como um shopping financeiro e dão opções de taxas mais atrativas e com maiores rentabilidades”, orientou.

Na avaliação do diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, já que o Governo deu o aval para retirar o direito, a pior coisa será deixar esse dinheiro lá.

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