Economia

Fim do ano tem injeção na economia

Em Pernambuco, o acréscimo na economia será de R$ 6,3 bilhões, segundo a CNC

DinheiroDinheiro - Foto: Reprodução / Internet

Com o fim do ano chegando, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o pagamento do décimo terceiro salário deverá injetar R$ 208,7 bilhões na economia brasileira, somente nesse último trimestre. Entretanto, o valor é 3,5% menor do que o registrado no ano passado (R$ 216,2 bilhões) e, descontada a inflação, apresenta retração de 5,4%. Em Pernambuco, o acréscimo na economia será de R$ 6,3 bilhões, segundo a CNC. 

Ainda sobre o 13º salário, a projeção da entidade é que o vencimento médio pago este ano (R$ 2.192,71) deverá apresentar um recuo de 6,6% em comparação com o valor verificado em 2019 (R$ 2.347,55). Isso acontece por conta da Medida Provisória (MP) 936 que permitiu a redução de jornada e suspensão de contratos. De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes a MP teve suas vantagens e desvantagens. “Em termos de 13° salário, houve uma certa corrosão dessa gratificação, porque os trabalhadores que tiveram o contrato suspenso não irão receber a quantia de forma completa, mas sim de forma proporcional ao período trabalhado, de fato”, explica. 

Além do pagamento do 13° salário, auxílio e FGTS emergencial deram um certo respiro à economia. Juntos, representam mais de R$ 275 bilhões de aporte financeiro à economia pago pela Caixa Econômica Federal. 
 

Ainda segundo Bentes, a injeção de dinheiro na economia, garantirá um último trimestre mais aquecido que os demais. “Com mais dinheiro circulando na economia o consumo é maior e consequentemente os investimentos. No trimestre passado as mercadorias e a indústria trabalharam na fabricação de produtos que em boa medida serão vendidos agora no fim de ano. O comércio depende muito do Natal”, salienta. Com o acréscimo tanto do 13º salário, como o auxílio e FGTS emergencial o consumo é alavancado e ficando aquecido gera mais emprego e renda para o país. 

Sobre o fim de ano, o economista ressalta que para o Natal a expectativa de crescimento é de 2%. “É um crescimento tímido, nada espetacular. Mas em comparação ao dia das mães que as vendas caíram mais de 40% é bom”, afirma. 

Mesmo com toda essa injeção na economia, Bentes acredita que a economia deverá permanecer com uma inflação mensal mais alta do que o ano passado, em razão do aumento do preço dos alimentos nos últimos meses. “No entanto, o número de pessoas que busca emprego, voltou a crescer. Durante o auge da pandemia as pessoas tinham desistido de ir atrás. Para o ano de 2020 teremos uma economia ainda tentando se ajustar nos patamares próximo à normalidade, mas caso a vacina demore a recuperação será ainda mais lenta” pondera.

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