Fogo: Sindipetro cobra prevenção na Refinaria

Incêndio ocorrido numa das torres de destilação da Refinaria Abreu e Lima teria sido provocado por falta de manutenção, segundo avaliação do sindicato. A?Petrobras descarta desabastecimento

Incêndio em SuapeIncêndio em Suape - Foto: Divulgação

A produção de uma das torres de destilação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) está paralisada por conta de um incêndio que assustou os trabalhadores do empreendimento, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, nessa terça-feira (4). É a unidade de Coqueamento Retardado (U-21), que, segundo os petroleiros, produz nafta e expõe a redução das atividades de manutenção preventiva da refinaria da Petrobras.

O fogo surgiu no início da manhã e não deixou feridos, porque, segundo a Petrobras, foi rapidamente controlado pelos bombeiros da própria refinaria. As causas e os impactos do sinistro, no entanto, ainda estão sendo apurados. Por isso, a estatal ainda não sabe quando as atividades da U-21 poderão ser retomadas. A empresa garante, por sua vez, que não haverá problemas de abastecimento de combustível porque as demais unidades da refinaria seguem funcionando - ontem, inclusive, os petroleiros foram reencaminhados ao trabalho depois que as chamas foram controladas.

Os trabalhadores do empreendimento, por sinal, já têm um palpite do que causou o incêndio: o comentário é que houve um vazamento de nafta por conta da falta de manutenção da estrutura. “Há tempos que o sindicato vem falando da necessidade de uma manutenção preventiva mais criteriosa. Há quase um ano, a Petrobras reduziu em 20% o efetivo de manutenção preventiva e de operadores técnicos da refinaria. E, com isso, passamos a receber denúncias de trabalhadores dizendo que ficou pouca gente para fazer a manutenção apropriada da estrutura", declarou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e da Paraíba (Sindipetro-PE/PB), Rogério Almeida.

Ele ainda reclamou que a Petrobras só vai realizar a parada programada do empreendimento, que faz uma inspeção da estrutura e ocorria após os quatro anos de operação, em 2020. “Esse alongamento é prejudicial e um prenúncio do que pode acontecer. Este não foi o primeiro incêndio dentro da refinaria. Há seis meses, houve outro, só que de menor proporção, em uma bomba de carga. E essas ocorrências deixam o temor de que um sinistro maior, com vítimas, possa ocorrer”, denunciou Almeida, que vai participar da comissão de investigação montada pela Petrobras para apurar a causa das chamas.

Procurada pela reportagem, a Petrobras garantiu que suas unidades “possuem número de trabalhadores necessário e suficiente para garantir a segurança e eficiência das plantas industriais”. A estatal ainda alegou que não houve mudanças no cronograma de paradas programadas da Rnest. “Os planos de manutenção e os procedimentos de segurança são pautados por padrões internacionais e estão sendo rigorosamente cumpridos”, garantiu a empresa.

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