Impostos

Folião vai pagar 50% de tributos

De acordo com a entidade, os itens mais consumidos nas festas, como as bebidas, estão no topo do ranking dos mais tributados

Em média, 50% do que o folião brasileiro gastar este ano para curtir o Carnaval será de tributos. É o que afirma um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). De acordo com a entidade, os itens mais consumi­dos nas festas, como as bebidas, estão no topo do ranking dos mais tributados.

Ao comprar uma caipirinha tradicional, feita com ca­chaça e limão, o consumidor paga, em média, 76,66% de carga tributária. No chope, o percentual chega a 62,2% do preço do produto. Mais da metade (55,6%) da latinha ou da garrafa de cerveja são de tributos embutidos. E nem a lata de refrigerante ( 46,47%) e a água mineral (37,44%) escapam.
Fantasias e adereços também foram pesquisados pelo IBPT. O colar havaiano, por exemplo, esconde uma carga tributária de 45,96%. Já os confetes, 43,83%. 
Quem pretende acompanhar desfiles de escolas de sam­ba no Rio de Janeiro desembolsará 36,28% do valor apenas para cobrir o equivalente aos tributos contidos nos pacotes que incluem hospe­dagem, ingresso e transpor­te até o Sambódromo. E não adianta tentar escapar da folia para driblar os impostos. Nas passagens aéreas e nas hospedagens, seja para qual for o destino, os impostos embutidos beiram os 30%.
Na avaliação do presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, população “brasileira não tem consciência do peso dos tributos nesses produtos.” Ele recomenda que os foliões evitem compras desnecessárias.
Inflação
Mesmo com o peso dos tributos, o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ra­mos, projeta que, este ano, os preços da folia de Momo serão mais brandos em relação ao ano passado. “Uma elevação de 5,6% dos preços em relação à alta de 16,3% observada em 2016”, avaliou.

Ramos avalia que, mesmo com o custo alto dos produtos, outros fatores influenciam na inflação durante o período. O crédito mais caro, o avanço do desemprego e a própria violência que afasta os foliões da animação são elementos que puxam o consumo para baixo.

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