Frutas puxam a inflação de verão

Levantamento considera os últimos 12 meses para poder acompanhar o comportamento dos itens

LaranjaLaranja - Foto: Pixabay

Os produtos e serviços que as famílias mais procuraram no mês de janeiro registraram, em média, uma alta de 3,79%. No entanto, esse percentual da inflação de verão, que foi apurado entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019, é considerado um bom resultado por estar abaixo do IPC-10. Índice que corrige os salários, o IPC-10 apresentou percentual de 4,18%, apurado no mesmo período da inflação de verão. Pelo comportamento dos produtos, as frutas tiveram o maior aumento, de 11,89%, enquanto os protetores solares para pele tiveram maior recuo, de 3,39%.

De acordo com o coordenador do IPC do FGV IBRE, André Braz, o levantamento considera os últimos 12 meses para poder acompanhar o comportamento dos itens. “A gente calcula para saber realmente o que teve alta e o que teve baixa. Consideramos esta inflação de verão como um bom resultado porque ficou abaixo da inflação média”, explicou Braz.

Com destaque para a melancia, a laranja, o limão e a tangerina, as frutas apontaram a maior alta porque as questões climáticas no Brasil não foram favoráveis nos últimos 12 meses. “A tendência vai ser o preço das frutas melhorar se o clima ajudar e a safra tiver maior oferta”, avaliou Braz. Em seguida, a maior alta foi do item Erva Mate, com 6,69%. “Também por questões de clima, houve pouco mate para a grande demanda no Sul do País”, explicou o coordenador.

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Entre os itens que tiveram queda, o protetor para pele foi o maior afetado. “Com várias marcas de protetores e uma concorrência grande, houve promoção para os consumidores”, disse Braz. O ar-condicionado teve a segunda maior queda, com 1,84%. “O ar-condicionado é um bem durável. E nos últimos meses, caíram os valores de bens duráveis porque a retomada da economia ainda está lenta. Ou seja, pouca gente está comprando e por isso os preços caíram”, explicou Braz.

Entretanto, a FGV IBRE apontou que os produtos e serviços mais consumidos no verão no ano passado registraram queda de 1,35%, pela taxa de variação acumulada entre janeiro e dezembro de 2017. No período anterior, as frutas apresentaram comportamento bem diferente, com recuo de 15,59% nos valores. “A queda nos preços das frutas medida pela inflação de verão do ano passado explica a alta de 11,89% atual. Nesse caso, houve uma compensação”, explanou o coordenador André Braz.

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