G20: 'amplo consenso' em favor do crescimento inclusivo e contra o protecionismo

Ministros do grupo, que abrange economias avançadas e emergentes, também concordaram em adotar estímulos inclusivos

Ministro alemão das Finanças, Wolfgang SchäubleMinistro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble - Foto: SAUL LOEB / AFP

As maiores economias do mundo reconheceram o impacto potencialmente negativo do protecionismo no crescimento mundial. Quem assegurou, nesta sexta-feira (21), foi o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble. A declaração foi dada após uma reunião do G20 financeiro em Washington.
"O protecionismo seria nefasto para a economia mundial e as economias implicadas. Houve um amplo consenso" sobre essa questão, disse durante uma coletiva de imprensa o ministro, cujo país preside o G20 este ano.
A administração Trump ameaça erguer barreiras comerciais contra alguns de seus parceiros e criticou duramente o livre comércio, embora pareça ter suavizado um pouco sua posição nas últimas semanas.
Em março, na reunião do G20 Finanças em Baden-Baden, os Estados Unidos conseguiram que o grupo omitisse sua tradicional condenação ao protecionismo econômico no comunicado final.
"O espírito geral das discussões tendeu para um consenso geral em torno da ideia de que o livre comércio é melhor para a economia global e melhor para cada país", assegurou o ministro.
Segundo Schäuble, os ministros do grupo, que abrange economias avançadas e emergentes, também concordaram em estimular um crescimento "mais inclusivo" como forma de prevenir a generalização do protecionismo.
"Devemos afrontar isso, do contrário veremos mais protecionismo", disse, acrescentando que a visão geral no G20 sobre o tema é que "se torna necessário fazer mais". Schäuble evitou dar detalhes sobre as divergências com a delegação americana.
Mencionou apenas que o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, assegurou ao grupo que o presidente Donald Trump ainda não adotou decisões sobre políticas específicas de comércio.
O presidente do Banco Central alemão, Jens Weidmann, disse que o G20 estava concentrado no crescimento inclusivo porque "a desigualdade crescente prejudica o crescimento potencial".
A consequência direta desse cenário é um "crescente desencanto" popular em relação à globalização.

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