Gestão da Arena Pernambuco segue indefinida

Rescisão do contrato com a Odebrecht completou um ano, mas estudo para guiar a licitação da gestora não foi concluído

Arena de PernambucoArena de Pernambuco - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

Há exatamente um ano, o Governo do Estado anunciou a rescisão do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) da Arena de Pernambuco com a Odebrecht. Foi uma ação negociada por três meses com a intenção de pôr fim aos prejuízos milionários que o empreendimento vinha dando aos cofres públicos. Foi também uma decisão que abriu caminho para a escolha de uma nova gestora para o estádio. Um ano depois, no entanto, este último objetivo ainda está longe de ser atendido. Afinal, o estudo de viabilidade técnica que vai guiar a licitação da nova administradora ainda não foi concluído.

Com o fim da parceria com a Odebrecht, a Arena de Pernambuco foi para as mãos do Estado. Na época, no entanto, esperava-se que a gestão pública fosse interina, por sete meses. “Vamos, em um prazo de 60 dias publicar o edital de licitação internacional para que venha um parceiro privado administrar o equipamento”, prometeu, em 10 de junho de 2016, o secretário estadual de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras.

Passado um ano, porém, o secretário já aponta um prazo bem diferente. “Imaginamos que até o final de outubro ou novembro tenhamos isso concluído”, falou Carreras nesta semana.

Também à frente do processo rescisório, o procurador-geral do Estado, Antônio César Caula, explicou que o rito de escolha da nova gestora foi alterado após o distrato. Por isso, o prazo foi ampliado.

“Quando começamos os estudos, percebemos que corríamos risco ao definir o melhor modelo de exploração do empreendimento porque este modelo poderia não interessar a iniciativa privada. Por isso, o Governo decidiu abrir uma consulta pública por meio de um PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para que as empresas apresentassem o modelo de contratação ideal”, explicou Caula.

Este PMI, no entanto, só teve início em novembro do ano passado, cinco meses depois do distrato. E este processo licitatório ainda foi questionado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Por isso, a previsão é que os estudos das empresas interessadas na Arena só fiquem prontos em dois meses.

E é depois disso que o Estado vai lançar o processo licitatório que definirá a nova gestora do empreendimento e deve ser concluído até o fim do ano, segundo Carreras. O secretário frisou ainda que, mesmo após ser alvo da Operação Fair Play por suspeita de superfaturamento, a Arena desperta o interesse de grandes companhias.

“O importante é que existem empresas internacionais interessadas”, garantiu Carreras, adiantando que mais detalhes desse um ano de distrato serão apresentados em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (12).

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