economia

Governo dá início a processo de fusão entre Valec e EPL

Segundo Ministério da Infraestrutura, estatal resultante Infra vai reduzir gastos públicos

Ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e Jair BolsonaroMinistro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e Jair Bolsonaro - Foto: Alan Santos/PR

O governo anunciou nesta segunda-feira (19) o início do processo de fusão das estatais Valec (de ferrovias) com a EPL (Empresa de Planejamento e Logística, responsável por estruturar projetos de infraestrutura). As duas passarão a ser uma única empresa batizada de Infra S.A.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a mudança vai reduzir os custos da União. A previsão é que o plano de reestruturação seja apresentado em três meses e o processo de junção esteja concluído em nove meses.

Depois disso, serão feitas avaliações trimestrais de acompanhamento da nova empresa. A partir da junção, a Infra terá a missão de estruturar projetos de concessão à iniciativa privada.

Todo o processo de transição está sendo acompanhado pela consultoria Falconi, de acordo com o governo. Em 90 dias, os consultores apresentarão os resultados do modelo, trazendo requisitos de governança para o projeto.

Entre os benefícios previstos, segundo o ministério, estão ganhos de escala e de eficiência, aumento de produtividade e redução de gastos.

A Valec foi criada nos anos 1970 e tem como responsabilidade construir e manter ferrovias.

Já a EPL foi criada em 2012, durante o governo Dilma, para cuidar do projeto do trem-bala (que foi abandonado principalmente pelo alto custo previsto). Inicialmente, seu nome era Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade, mas depois virou EPL e ampliou suas competências para projetos, estudos e pesquisas em outros modais.

Desde o ano passado, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmava que o governo federal estudava uma possível fusão das estatais Infraero, Valec e EPL por ver sobreposição de papéis. O negócio poderia ser posteriormente privatizado.

"Uma fusão seria muito rápida porque o governo é o acionista comum. A fusão de fato é provável que seja até o fim de 2020. O estudo vai mostrar se há geração de valor", disse ele na época.

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