Saúde

Governo planeja criar 'Open Health', diz Queiroga

Modelo possibilitaria compartilhamento de informações entre planos de saúde para fomentar concorrência no setor

Marcelo Queiroga, Ministro da Saúde, em visita a PernambucoMarcelo Queiroga, Ministro da Saúde, em visita a Pernambuco - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

O Ministério da Saúde planeja a criação de um modelo de compartilhamento de dados entre planos de saúde para ampliar a concorrência no setor de saúde suplementar.

A ideia é que o "Open Health" funcione nos moldes do que acontece com os bancos no Open Banking, que permite ao consumidor compartilhar dados com quais bancos desejar, o que permite a oferta de produtos personalizados aos clientes.

Em entrevista ao jornal "Valor Econômico", o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o projeto já recebeu aval do presidente Jair Bolsonaro. Queiroga citou ainda que também conversou com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre o tema. O governo estuda fazer uma Medida Provisória sobre o tema.
 

"Conversando com o Campos Neto, dissemos: vamos criar o "open health". Por que a gente não usa uma plataforma como o "open banking" pra facilitar a portabilidade? Sabe quanto tempo demora a portabilidade (para um beneficiário mudar de um plano de saúde para outro) hoje? Cerca de 90 dias. Aí imagina numa plataforma como essa, em que você bota o CPF aí aparece o seu plano e vários outros planos se encaixam no seu perfil e você aperta em cima (na tela do celular) e muda", afirmou Queiroga.

A possibilidade de criação de um "Open Health" foi antecipada pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim.

A plataforma reuniria registros de pacientes e indicadores de saúde suplementar, que seriam compartilhados entre as empresas. Assim, diz o ministro, operadores poderiam oferecer planos adequados ao perfil de cada cliente, com preços menores para aqueles que utilizam menos o sistema de saúde.

Segundo ele, a medida também ajudaria a reduzir a pressão sobre o sistema público de saúde, já que muitas pessoas teriam acesso facilitado à saúde complementar.

O GLOBO questiou ao Ministério da Saúde se a medida também pode encarecer os custos para pacientes que utilizem os serviços com frequência, mas a pasta ainda não respondeu. A pasta também foi questionada a respeito dos prazos para implantação do sistema e detalhes sobre o modelo, mas ainda não oteve resposta.

Outro ponto que precisa ser esclarecido pelo Ministério da Saúde é como os dados dos cidadãos serão reunidos, já que não há um protuário digital de todos os pacientes do país.

No caso do Open Banking, os dados de crédito estão reunidos em plataformas privadas e depende da adesão do usuário.

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