Governo quer fomentar desenvolvimento econômico na Amazônia

Ministro Ernesto Araújo falou no Fórum de Investimentos

Cerimônia de abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2019Cerimônia de abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2019 - Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta quinta-feira (10) que o governo pretende fomentar o desenvolvimento econômico da Amazônia. “Nós estamos desenvolvendo uma nova filosofia de preservação ambiental que não se restringe apenas a proteção, mas tenta encaminhar para a geração de empregos, de oportunidades”, disse ao palestrar no Fórum de Investimentos Brasil 2019.

Segundo o ministro, para que a proposta vá adiante é necessário empenho do setor privado, inclusive de investidores estrangeiros. “Nós queremos criar empregos para todas as pessoas na Amazônia, transformar aquela região em um novo polo econômico, de desenvolvimento sustentável, com base, fundamentalmente, no investimento privado”, acrescentou.

Essa proposta, inclui ainda, de acordo com Araújo, as comunidades indígenas. “Nós queremos levar aos povos indígenas do Brasil, que são brasileiros tanto quanto nós, a possibilidade de conduzir o crescimento, usarem as suas terras e as suas riquezas”, enfatizou.

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Ao discursar no mesmo evento, o presidente Jair Bolsonaro, também destacou a necessidade de explorar economicamente as riquezas da região amazônica, como o potencial turístico e riquezas minerais. “Fazer com o que ela tem de bom sirva par nós e para a humanidade. Nós queremos legalizar os garimpos na região para os brancos e para os índios, para o bem deles”, disse.

Bolsonaro afirmou, no entanto, que há entraves na legislação para promover esse modelo de desenvolvimento. Como exemplo, ele citou o caso dos produtores de arroz que tiveram que deixar a reserva indígena Raposa Serra do Sol em Roraima. “É um estado riquíssimo, mas que está engessado por certas legislações que queremos mudá-las, para o bem do seu povo. E seu povo tem brancos, negros e índios, em especial índios que querem se integrar, que são por vezes latifundiários pobres em cima de terras ricas”.

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