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GPA amplia rentabilidade e fortalece estrutura financeira

Margem operacional alcança 10,6% e EBITDA Ajustado atinge R$ 450 milhões

GPA amplia rentabilidade e fortalece estrutura financeiraGPA amplia rentabilidade e fortalece estrutura financeira - Foto: GPA/Divulgação

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) encerrou o segundo trimestre de 2026 ampliando a rentabilidade, acelerando a captura de ganhos de eficiência e avançando na Recuperação Extrajudicial, etapa necessária para restabelecer uma estrutura financeira compatível com as necessidades do negócio e criar condições para a execução da estratégia da companhia.

O EBITDA Ajustado alcançou R$ 450 milhões, alta de 7,3% em relação ao segundo trimestre de 2025, com expansão de 1,7 ponto percentual na margem, que atingiu 10,6%. A margem bruta evoluiu para 30,5%, refletindo a estratégia de priorizar operações mais rentáveis, um melhor mix de vendas no e-commerce e efeitos tributários. No primeiro semestre, a companhia capturou R$ 244 milhões em eficiências operacionais, o equivalente a aproximadamente 60% do guidance previsto para todo o ano. 

As vendas totais somaram R$ 4,7 bilhões no trimestre, uma regressão de 7% na comparação com mesmo período do ano passado, refletindo decisões para priorizar a qualidade da receita e a rentabilidade do negócio, incluindo a descontinuação de formatos menos rentáveis, o reequilíbrio do e-commerce e uma gestão mais disciplinada do portfólio.

“O segundo trimestre foi um período de transição para o GPA. Tivemos impactos temporários da Recuperação Extrajudicial sobre as vendas e continuamos operando em um ambiente macroeconômico desafiador. Ainda estamos no início da nossa recuperação e sabemos que ela dependerá da capacidade de aumentar a eficiência da operação, reduzir despesas, fortalecer a geração de caixa e executar nossa estratégia com consistência”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA.

A geração de caixa também evoluiu no período. O Fluxo de Caixa Livre, excluindo impactos da venda da Stix, melhorou R$ 269 milhões nos últimos 12 meses, enquanto o Fluxo de Caixa Livre Operacional evoluiu marginalmente, refletindo a disciplina na gestão financeira da companhia. Na alocação de capital, o GPA reduziu em 55% os investimentos (Capex) no primeiro semestre.

“O trimestre, ainda que difícil, mostra uma evolução dos nossos resultados, especialmente em rentabilidade e eficiência operacional. Ao mesmo tempo, fortalecer a geração de caixa continua sendo uma prioridade. Com a conclusão da Recuperação Extrajudicial, teremos uma estrutura financeira mais adequada para acelerar nossa agenda de eficiência e ampliar nossa capacidade de execução”, destaca Pedro Albuquerque, CFO da companhia. 

Na frente financeira, 97% dos credores elegíveis à Recuperação Extrajudicial escolheram uma das opções de pagamento dentro do prazo estipulado. A companhia espera concluir a homologação judicial ao longo do terceiro trimestre. Após essa etapa, a dívida líquida será reduzida de R$ 3,6 bilhões para R$ 1,2 bilhão.

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