"Gradualmente, a gente vai voltando com cargas menores", diz secretário Bruno Schwambach

Em entrevista à Rádio Folha, nesta terça-feira (2), o titular da pasta de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco explicou como se dará a flexibilização no Estado

Bruno schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de PernambucoBruno schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco - Foto: Arthur Mota // Arquivo Folha

Pelo cronograma da retomada das atividades econômicas em Pernambuco, o Estado prevê o retorno de todos os setores, dentro do "novo normal", até a primeira quinzena de agosto. Feito de maneira gradual e considerando os resultados semanais de contágio da Covid-19, o plano anunciado pelo Governo do Estado contempla 11 etapas de liberação das atividades, programadas para serem cumpridas em 11 semanas. Ou seja, se a retomada foi iniciada no dia 1º de junho, a expectativa é de que seja concluída até a primeira quinzena de agosto. No entanto, o Governo reforça que tudo pode ser modificado se a curva de contágio do vírus não seguir dentro do esperado.

Pelo calendário, no dia 1º de junho, foram reabertas as atividades que estavam liberadas antes da quarentena rígida dos cinco municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), e, a partir do dia 15 de junho, serão liberados serviços de estética, comércio e eventos, com restrições. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, em entrevista à Rádio Folha, nesta terça-feira (2), gradualmente as atividades irão voltar. "Nossa expectativa é estar implantando cada etapa dessa em uma semana, então são 11 etapas, seriam 11 semanas. Mas as atividades já vão funcionando com cargas menores, 50% dos trabalhadores, 1/3 dos trabalhadores, então não é que todo mundo só vai voltar daqui a 11 semanas. Gradualmente, a gente vai voltando com cargas menores", destacou o secretário.

Como a reabertura das atividades depende do cenário da Covid-19, o Estado diz que também pode haver alguma mudança na retomada diferenciada entre as regiões de Pernambuco. "Teve uma curva acelerada de contaminação muito forte, ela saiu da fase 1 até a fase 5, e isso exigiu que as ações fossem para o Estado inteiro. A partir de agora, que a gente saiu de uma fase 5 e entrou em uma fase 4, a gente vai começar a analisar regionalmente, pelas quatro macrorregiões e pelas 12 gerências de saúde, e avaliar como está o estágio e a capacidade hospitalar dos locais. Eventualmente, podemos antecipar alguma fase ou pode haver regiões que voltem para fase 5", explicou Schwambach.

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Para chegar ao detalhamento do cronograma, o secretário disse que houve diálogo com federações e todos os setores produtivos. A estruturação do plano foi apresentada para eles. "Evidentemente, cada setor tem seu interesse específico e quer voltar o mais rápido possível. A gente compreende a ansiedade de todo mundo, mas tem que entender que nós temos que fazer um equilíbrio entre todos os setores pra ir retornando gradualmente todas as atividades econômicas", esclareceu o secretário.

Com a pandemia da Covid-19, muitos setores sentiram o impacto econômico nos seus negócios. O Governo de Pernambuco informou que encaminhou uma proposta ao Ministério da Economia para solicitar recursos a pequenas empresas com o objetivo de manter empregos. No entanto, não houve um retorno efetivo. "Desde o dia 15 de março, encaminhamos proposta ao ministro Paulo Guedes, sugerindo a disponibilização de capital de giro, principalmente para as pequenas e médias empresas, que fosse um capital de giro que entrasse direto, sem intermediação do sistema financeiro. Efetivamente, a ajuda não chega na ponta, não vemos as ações do Governo Federal tendo efetividade", criticou.

Localmente, o Governo de Pernambuco está dialogando com o sistema financeiro para conseguir ajuda às atividades do Estado. "A AGE [Agência de Empreendedorismo de Pernambuco] tem conseguido linhas de crédito específicas para setores, como foi feito pelos receptivos de turismo e pelo polo de confecções. Agora estamos estruturando para salões de beleza e estética", disse o secretário.

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