Economia

Greve de caminhoneiros completa um ano

Por conta dos constantes aumentos do diesel, no dia 21 de maio do ano passado tinha início o movimento de paralisação nacional que durou 11 dias. Hoje, um ano após, o valor do diesel atinge seu maior patamar desde maio passado.

Greve dos caminhoneirosGreve dos caminhoneiros - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A paralisação dos caminhoneiros completa nesta terça-feira (21) um ano com o diesel em seu maior patamar desde o início da greve, em 21 de maio do ano passado. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do combustível nas bombas varia entre R$3,73 e R$3,55. No ano passado, esses valores eram de R$ 3,64 e R$3,55, respectivamente.

Entidades representativas dos caminhoneiros, a exemplo da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), inclusive, já fazem alerta de que caso nada mude nessa precificação da Petrobras, um novo movimento de paralisação pode acontecer nos próximos dias, caso essa postura de precificação não seja revista.

Na última segunda, inclusive, o presidente da Abcam, José Fonseca, enviou ofício ao Governo Federal exigindo a articulação de um encontro com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para encontrar uma solução para as constantes altas no preço do diesel no País. “Temos provas de que é possível o litro do diesel chegar a R$1. Uma condição necessária para isso é a preservação das refinarias em mãos da Petrobras", disse Fonseca na ocasião.

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Mesmo para a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que considera como principal ganho do movimento paredista de 2018 a abertura do diálogo com o governo Federal, os constantes aumentos do diesel representa uma barreira importante de ser rompida. Por esse motivo, desde o início do ano vem travando diversas discussões a fim de ter uma resposta efetiva sobre o problema. “O Governo anunciou algumas medidas paliativas, até mesmo o estabelecimento de reajustes a cada 15 dias. No entanto, a CNTA acredita que não são soluções eficazes. Defendemos o prazo de reajuste com no mínimo 30 dias e incentivos reais para a categoria", comenta o presidente da CNTA, Diumar Bueno.

Com uma perda de cerca de 20% do movimento dos postos de Pernambuco, o presidente do Sindicombustíveis no Estado, Alfredo Pinheiro Ramos argumenta que a estatal precisa encontrar um mecanismo que equilibre o seu lucro e às necessidades do povo. “Essa política de preços da Petrobras é perversa. No momento em que o governo pede sacrifício, ela visa apenas o lucro e distribuir dividendos. A parte social não é vista”, argumenta.

Segundo a Petrobras, sua política tem como base o preço de paridade de importação. "Ela é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos", afirma a estatal.

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