Greve dos bancário chega ao 24º dia nesta quinta-feira

Após dois dias de negociação, os bancos mantiveram reajuste de 7%. O índice, para a categoria, não representa ganho real

Filme "Sing"Filme "Sing" - Foto: Divulgação

O Comando Nacional dos Bancários não aceitou a proposta de reajuste salarial apresentada nesta quinta-feira (28) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Por isso, a greve da categoria continua sem data para acabar. A paralisação já dura 24 dias e fecha cerca de 90% das agências pernambucanas.

Ao retomar a negociação, que estava parada há mais de dez dias, a Fenaban sugeriu um acordo que tivesse validade de dois anos. O órgão ofereceu 7% de reajuste salarial mais abono de R$ 3.500,00 para este ano e a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais um ganho real de 0,5% em 2017. A proposta, porém, foi rejeitada pelos bancários.

A categoria explicou que, apesar de aumentarem em R$ 200 o abono, os bancos não mudaram o índice de reajuste salarial sugerido para este ano. E os 7% de aumento, segundo a categoria, não cobre a inflação do período. “Não podemos aceitar uma proposta que não nos dá ganho real. Até tentamos negociar, mas não conseguimos mais nada, então rejeitamos a proposta”, contou a presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, após uma reunião de seis horas com a Fenaban em São Paulo.

Ainda segundo Suzineide, os bancários vão realizar assembleias em todo o Brasil na próxima segunda-feira (3) para avaliar os rumos do movimento, que já é um dos mais longos dos últimos anos.

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