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MERCADO IMOBILIÁRIO

Imóveis: velocidade de vendas se mantém acima da média histórica no Recife

Índice de dezembro foi o menor do semestre, porém continuou superior à media histórica

Velocidade de vendas de imóveis se mantém acima da média históricaVelocidade de vendas de imóveis se mantém acima da média histórica - Foto: Arquivo Folha/Bruno Campos

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) fechou o relatório da pesquisa de dezembro, concluindo assim a análise do mercado imobiliário do Grande Recife em 2020.O resultado divulgado nesta terça-feira (9) mostoru um valor geral de vendas (VGV) da ordem de R$147.494.918,14. Embora o índice tenha ficado em 7,8%, o menor do semestre, ainda se manteve superior à média histórica (7,04%) e a média dos últimos 12 meses (7,51%). 

De acordo com o relatório, o estoque ofertado virou o ano com um crescimento de 8,02%, totalizando 8.622 imóveis, o equivalente a um VGO de R$2,7 bilhões. Destes, 540 eram unidades pertencentes a lançamentos. No último mês do ano, foram comercializados 664 imóveis, dos quais 70,93% eram vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida, então em vigor e agora substituído pelo Casa Verde e Amarela. 29,07% dos contratos fechados, por sua vez, se valeram de outros recursos, como o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo – SBPE. 

Quanto à tipologia por número de quartos, tanto nas ofertas quanto nas vendas se destacaram as unidades com dois quartos, de forma bem mais expressiva entre os empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). 

Para o presidente da Ademi-PE, Avelar Loureiro Filho, o crescimento da representatividade dos imóveis com dois quartos no MCMV se deu sobretudo diante de uma outra conta que não fechava no programa, a dos empreendimentos com três quartos, praticamente excluídos desse portfólio. “Como o Minha Casa, Minha Vida não tem as suas faixas de preço alteradas há alguns anos, os imóveis com três quartos hoje não cabem mais no orçamento previsto pelo programa diante da pressão exercida pelos aumentos dos preços dos materiais de construção”, reflete. “E com as taxas de juros do crédito imobiliário mais baixas, está havendo uma migração dessa tipologia do MCMV para o SBPE”, observa ele.

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