Índice do aluguel cai em novembro e taxa acumulada é de 7,12%

Apesar de ter recuado, o índice de novembro reflete mais o comportamento de preços em um dos três componentes

Operação Abismo, da Polícia Federal, cumpre mandados contra esquema de fraude em previdênciaOperação Abismo, da Polícia Federal, cumpre mandados contra esquema de fraude em previdência - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apresentou um recuo de 0,03%, em novembro ante uma alta de 0,16%, em outubro. A variação também foi menor que a registrada em novembro do ano passado (1,52%). Com o resultado, no acumulado do ano, a taxa alcançou 6,60% e, em 12 meses, 7,12%, que é o percentual utilizado na renovação em contratos de aluguel.

Calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o IGP-M indica a média de preços de bens do atacado, varejo e da construção civil no período entre os últimos dias 21 de outubro e 20 de novembro. Apesar de ter recuado, o índice de novembro reflete mais o comportamento de preços em um dos três componentes, o Índice de Preços ao Produtor Amplo, com queda de 0,16% ante uma alta de 0,15%.

Preços caem

Neste componente, o destaque foi o grupo dos alimentos processados. Eles ficaram 0,08% mais baratos depois de um aumento de 1,58% na apuração anterior. As matérias-primas brutas, que incluem as variações das commodities (produtos com cotação internacional), aceleraram com alta de 0,90% ante 0,36%. As elevações mais significativas foram do minério de ferro (de 2,16% para 9,04%); do café em grão (de 2,28% para 8,30%) e da cana-de-açúcar (de 1,48% para 2,80%). Em sentido oposto, estão o leite in natura (de -5,52% para -8,78%), o milho em grão (de -1,80% para -3,92%) e os bovinos (de 2,20% para 0,16%)

Em relação ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ocorreu variação de 0,26%, taxa superior ao valor de outubro (0,17%) com acréscimos registrados em cinco dos oito grupos pesquisados e destaque para educação, leitura e recreação (de -0,24% para 0,32%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) manteve-se estável em 0,17%. No período, o índice sobre materiais, equipamentos e serviços teve queda de 0,05%, enquanto a mão de obra subiu de 0,30% para 0,36%.

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