Otimismo

Índice mostra otimismo dos empresários

Esse foi o quarto avanço consecutivo, com destaque para a intenção de contratação

MoedasMoedas - Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou, em outubro, o quarto avanço consecutivo, com destaque para a alta da intenção de contratação. O índice cresceu 10,5%, alcançando 103,1 pontos, voltando ao patamar de otimismo (acima de 100 pontos) após seis meses. A alta ajudou o indicador a recuperar um total de 36,5 pontos desde junho, quando foi registrado a pior pontuação da série histórica. O levantamento é realizado pela Confederação Nacional de Comércio (CNC).

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a proximidade das festas de fim de ano impactam na percepção otimista dos comerciantes. “Mesmo no contexto de pandemia, as perspectivas são de melhor desempenho do varejo no último trimestre, que será favorecido pelo aumento do faturamento com datas como a Black Friday e o Natal”, avalia.

O subíndice, referente à satisfação dos comerciantes com as condições atuais, sofreu aumento de 27,9%, apesar de estar 24,4% atrás do patamar registrado em outubro de 2019. Em comparação com setembro de 2020, os empresários se mostraram 37,7% mais satisfeitos. “A percepção menos pessimista quanto ao nível atual de atividade econômica pode ser explicada pelos resultados recentes dos indicadores de atividade, que vêm apresentando dinamismo nos últimos meses, como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que cresceu pela quarta vez seguida em agosto”, avalia a economista da CNC e responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.

Com relação a intenção de contratação, o índice atingiu o maior nível em cinco meses e retornou a zona positiva, subindo a 117,1 pontos, após crescimento mensal de 14,2%. “A proporção de empresários do varejo que afirmaram ter pretensão de aumentar o quadro de funcionários cresceu novamente este mês, passando de 50,6%, em setembro, para 65%, em outubro”, comenta Izis.

Em suma, de acordo com a economista, a pesquisa indicou que a retomada segue um modelo em V ou U, com exceção do indicador de estoques, que registrou uma queda mensal de 1% em outubro. “Isso pode indicar que o comerciante enfrenta algumas dificuldades conjunturais para a renovação dos estoques, seja por pressão de custos, com preços em geral e câmbio, ou por algum desequilíbrio de oferta e demanda”, conclui.

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