Indústria cervejeira espera alta

Depois de quatro anos seguidos de queda, setor projeta retomada de crescimento em 2018. Período de folia deve confirmar tendência de alta

Cerveja artesanalCerveja artesanal - Foto: Bruno Campos/Arquivo Folha

A indústria cervejeira também vai cair na folia neste ano. É que, depois de quatro anos de queda na produção e nas vendas, o setor espera voltar a crescer em 2018. E o Carnaval será o grande termômetro deste movimento. Afinal, representa o melhor momento de vendas e tem recebido grandes investimentos das companhias de bebidas.

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“O Carnaval é sempre uma época de alta na produção. Mesmo assim, tivemos decréscimo na folia do ano passado. Também houve retração em 2014, 2015 e 2016. Mas esperamos que 2018 apresente um número melhor. Não será um volume igual ao de 2013, mas com certeza a expectativa é de melhora em relação a 2017”, contou o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Paulo Petroni, lembrando que os resultados da indústria cervejeira refletem a crise econômica nacional.

“Os anos de 2015 e 2016 foram muito duros para a economia como um todo. A gente estava com um ritmo de crescimento muito forte, de aproximadamente 6% a 7% entre 2006 e 2013. Mas, em 2014, 2015 e 2016 caímos cerca de 2% ano”, contou o executivo, afirmando que esta curva decrescente começou a se reverter no ano passado e que esta recuperação deve se intensificar neste ano, sobretudo a partir do Carnaval. “No segundo semestre de 2017, registramos um leve crescimento. E a expectativa é de que este crescimento tenha continuidade em 2018. E, como é o ponto forte do ano, o Carnaval também deve ser melhor que o do ano passado”, explicou Petroni, dizendo que, por conta disso, as companhias têm investido pesado na festa.

Patrocinadora oficial do Carnaval do Recife há dez anos, a Ambev, por exemplo, diz nunca ter apostado tanto na folia. “Não divulgamos números de venda. Mas, com certeza, é um dos maiores carnavais que estamos fazendo, seja porque chegamos em mais cidades ou porque crescemos nas cidades em que já estávamos, como o Recife”, disse o vice-presidente de vendas da Ambev, Ricardo Melo, contando que, além do Recife e de Olinda, a Skol estampa sua marca no Carnaval de mais 28 cidades brasileiras. E, se o otimismo se confirmar neste ano, a intenção é ampliar este número em 2019, chegando inclusive a festas do interior pernambucano, como a de Bezerros.

Gerente de Propaganda do Grupo Petrópolis, Eliana Cassandre explicou que tudo tem contribuído para uma melhora das vendas de cerveja. Por isso, a Itaipava também está apostando as suas fichas no Carnaval. A marca vai investir R$ 5,7 milhões só na folia nordestina, sendo R$ 2,4 milhões em Pernambuco. “Alguns índices econômicos, como o PIB, já começaram a mostrar ligeira melhora da situação do país, o que permitiu ao Grupo Petrópolis traçar um olhar mais positivo sobre 2018. E, para o setor cervejeiro, o Carnaval pode servir de impulso nessa recuperação, uma vez que o período festivo movimenta a produção e distribuição em todo país”, justificou.

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