Indústria vê redução com otimismo

O presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, disse que a produção será impactada mais fortemente quando o preço do gás natural for reduzido.

Abigail e a Cidade Proibida Abigail e a Cidade Proibida  - Foto: Reprodução/Adoro Cinema

 

Embora não acreditem em bons resultados em curto prazo, representantes da indústria e da logística enxergam com bons olhos as reduções de 2,7%, no preço do diesel, e de 3,2%, no da gasolina, nas refinarias da Petrobras, anunciada pela estatal na última sexta-feira e que entrou em vigor no sábado. O presidente da Federação da Indústria do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, disse que a produção será impactada mais fortemente quando o preço do gás natural for reduzido.

 “O impacto maior agora será no custo de logística. Na produção, o impacto grande ocorrerá quando reduzirem o preço do gás, que tem boa margem para baixar. Agora o fato de começar a reduzir o preço dos combustíveis já mostra um novo momento da Petrobras e anima”, comenta.
O presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), Fernando Trigueiro, também gostou de saber da movimentação no preço do combustível, po­rém não acredita em grande impacto. “Sempre que há redução de alguma coisa, dá folego. Se realmente chegar à bomba, pode impactar, mas acredito que não será de imediato. O que é bom é o fato de que existe a possibilidade de redução, porque no Brasil a gente tem o costume de que tudo aumenta, então essa possibilidade é boa”, analisa.
Consumidor
Apesar da boa expectativa da indústria, o consumidor final enxerga o anúncio da Petrobras com desconfiança. “Até agora, nada de redução. Acho que vai demorar um pouco para chegar. Para aumentar é mais fácil. Eu só acredito quando houver uma intervenção maior dos órgãos reguladores”, afirmou o aposentado Cleiton Paiva. O mesmo tom foi com que falou o advogado Sandoval Lima, que viu o posto aumentar o preço desde a sexta-feira. “Isso é um absurdo sem controle e sem respeito ao consumidor”, reclamou.

 

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