PERNAMBUCO

Intenção de consumo em Pernambuco tem forte recuo no mês de junho

Os valores encontram-se na zona de avaliação negativa desde agosto de 2015

Consumo em quedaConsumo em queda - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias Pernambucanas (ICF) atingiu, no mês de junho, 59,1 pontos. O valor corresponde a uma diminuição de 17,5% em comparação ao mês de maio (71,6 pontos), e uma diminuição de 24,8% em comparação a junho de 2019 (78,6 pontos). Estes foram os maiores recuos da série histórica iniciada em 2010 e refletem a queda na renda dos pernambucanos devido à pandemia do novo coronavírus. Os valores encontram-se na zona de avaliação negativa - abaixo dos 100 pontos - desde agosto de 2015. 

O indicador é utilizado para medir a avaliação que os consumidores em Pernambuco fazem sobre aspectos importantes da condição e qualidade de consumo, nível de renda doméstica e segurança no emprego. Ele também serve como um antecedente do consumo a partir do ponto de vista dos consumidores.  

A queda continua refletindo a restrição de renda enfrentada pelas famílias pernambucanas com a queda do faturamento das empresas, fechamento de grande parte do comércio, redução da jornada de trabalho e demissões em massa. Nem mesmo as políticas de incentivo ao consumo, como as liberações do FGTS inativo, PIS e FGST ativo, tiveram efeito forte o suficiente para fazer com que a intenção de consumo voltasse à zona de avaliação positiva.

Nos grupos de famílias que possuem renda abaixo e acima de 10 salários mínimos, o nível de consumo sofreu queda. Os de menor rendimento continuam com 57 pontos, enquanto os de maior renda encerraram o mês com 81,2 pontos, entrando pela primeira vez na zona de avaliação negativa. 

De acordo com a Fecomércio (Federação de Comércio de Pernambuco), o movimento de recuperação do nível de consumo das famílias já se mostrava lento e resistente antes da pandemia da Covid 19, ainda um reflexo das crises de 2015 e 2016. A expectativa para o mês de julho é de uma queda menos intensa, devido ao início da retomada do comércio não essencial.

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