Internet é aliada para o Dia das Mães

Uma das alternativas é implementar as venda online para minimizar os impactos no comércio varejista

InternetInternet - Foto: Issouf Sanogo / AFP

A melhor data comemorativa do primeiro semestre para o comércio deve deixar uma mancha no volume de vendas para o Dia das Mães. Com o setor de portas fechadas, só resta ter esperança de que a pandemia irá embora o quanto antes. Hoje encerra-se a data limite do decreto que mantém o comércio não essencial fechado. As entidades do segmento aguardam, então, a definição do governo estadual para prepararem-se à data. Uma das alternativas é implementar as venda online para minimizar os impactos no comércio varejista.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL), Cid Lôbo, antes da pandemia do novo Coronavírus, a perspectiva era positiva. “As vendas no varejo estavam melhorando. No entanto, agora é complicado, porque mesmo que o comércio de rua abra parcialmente, as pessoas ainda estão muito assustadas. Então, ainda assim seria uma data fraca nas vendas”, detalha. Para o presidente da CDL, este ano deve sofrer um impacto negativo de 80% nas vendas da época.

Ele ainda destaca que a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) estuda uma mudança na data comemorativa para 12 de julho, mas até o fechamento da edição, ainda não havia nenhuma definição pela entidade. “Somos favoráveis à mudança. A data tem um valor sentimental e em termos de vendas, seria importante adiar”, acrescenta Lôbo.

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Para o presidente da Associação Lojistas dos Shoppings de Pernambuco (Aloshop) Ricardo Galdino, uma alternativa é usar o comércio eletrônico como saída para conseguir vender. “As vendas online já estão em atividade há algum tempo. No entanto, é um novo mercado para o varejo tradicional que não dispõe de todas as habilidades para lidar com a ferramenta. Alguns lojistas já fazem isso e os consumidores já estão em suas casas procurando o que presentear”, explica.

É desta forma que também avalia o secretário executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Felipe Brandão. “Os consumidores estão se voltando cada vez mais ao comércio eletrônico, o que gera um aumento das vendas. No nordeste as vendas cresceram 18,32% em março deste ano, quando comparado ao mês anterior. Ainda de acordo com ele, o comércio eletrônico se mostra como um canal essencial para fazer negócios e vender produtos.

E é pelo comércio eletrônico que a estudante Maria Clarisse Gueiros deve presentear. Por sua vez, ela acabou perdendo o emprego durante a quarentena e diz que vai fazer algo mais tímido na data. “Para este momento, creio que comprarei apenas uma pequena lembrança ou farei algo especial em casa”, pondera ainda dizendo não ser favorável a abertura das lojas. “O comércio online e o delivery podem ser bem eficazes agora”. complementa.

Do outro lado, os empresário procuram um meio para vender. A diretora comercial da Maria Donata, do Shopping Guararapes, Bárbara Barreto, diz que as redes sociais são grandes parceiras neste momento. “Adaptamos o Instagram numa campanha de 50% para o dia das mães e linkamos a um site simplificado com entregas express: Recife, Jaboatão e Olinda recebem com a promessa de sete dias úteis, mas o produto chega com 24 horas na casa desses clientes” ressalta.

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