Internet fixa fica mais barata no Brasil

Segundo a Anatel, o valor mensal médio da banda larga fixa caiu 83% no País entre 2010 e 2018

Roteador de internetRoteador de internet - Foto: Pixabay

Acessar a internet através de uma conexão fixa está mais barato. Pesquisa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indica que o preço da banda larga fixa caiu 83% no País nos últimos oito anos. O valor mensal médio que o brasileiro paga para ter acesso a 1 megabit por segundo (Mbps) passou, então, de R$ 21,20 em 2010 para R$ 3,50 em 2018. Mas o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel (SindiTelebrasil) lembra que esse custo poderia ser muito menor não fosse a elevada carga tributária do Brasil.

Diretor do SindiTelebrasil, Alexander Castro explicou que a redução do preço cobrado ao consumidor final se explica pelo aumento da concorrência e das tecnologias empregadas no fornecimento da internet fixa. “O número de municípios atendidos por fibra óptica, tecnologia que oferece internet com mais velocidade, tem crescido. Para ter ideia, 64% dos municípios brasileiros já têm fibra óptica. Isso corresponde a 90% da população. E a pesquisa da Anatel ainda mostra que 78% dos municípios brasileiros têm pelo menos cinco prestadoras de banda larga fixa. Então, a tendência realmente é de queda nos preços”, esclareceu Castro.

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Ainda segundo Castro, as companhias telefônicas investiram cerca de R$ 30 bilhões nos últimos cinco anos no País para chegar a esse quadro. E os brasileiros têm aprovado o investimento. É que, hoje, metade dos usuários de banda larga fixa do País já prefere pagar um pouco mais para ter acesso a conexões mais velozes como a da fibra óptica. Segundo o SindiTelebrasil, 52% dos usuários já contratam planos com velocidade acima de 12 Mbps.

Esse volume, porém, poderia ser maior. É que, apesar da redução dos últimos anos, o preço da internet brasileira ainda é elevado se comparado ao de outros países. “O Brasil é campeão na tributação. A carga tributária chega a 50% nas telecomunicações brasileiras. Já o tributo médio mundial é 16%. Por isso, o preço cobrado ao usuário ainda poderia ser reduzido não fossem os impostos”, reclamou Castro. Ele disse, por sua vez, que se a carga tributária nacional também fosse de 16%, o Brasil teria um dos cinco menores custos de banda larga no mundo.

Mesmo assim, já existem 31,3 milhões de contratos de banda larga fixa ativos no País hoje, segundo a Anatel. O Brasil tem, portanto, o sexto maior mercado de banda larga do mundo. “Apesar do avanço das conexões móveis, a banda larga fixa é importante para as empresas e para as residências, pois permite o acesso a conteúdos de educação e entretenimento como o streaming de vídeo”, lembrou Castro.

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