Jardins se adaptam aos pequenos espaços

Consumidores em busca do cultivo movimentam mercado que faturou R$ 6 bi em 2015

Ana e VitóriaAna e Vitória - Foto: Reprodução / Youtube

 

Com o crescimento das cidades, os espaços verdes estão cada vez mais raros. E muita gente está optando por criar o seu cantinho verde particular, com flores, horta e até frutíferas em vasos. Para isso, vale tudo: varandas, janelas, locais arejados e iluminados e até no espaço interno para as plantas que não necessitam muito da luz do sol. Tudo depende da espécie escolhida.

Uma boa pesquisa é fundamental para o sucesso da iniciativa. Não faltam interessados nessa nova tendência e o mercado se adequa à demanda crescente, que passa longe da crise e comemora números positivos. O setor de venda de flores e plantas teve um faturamento de R$ 6 bilhões em 2015. As perspectivas para 2016 são de crescimento de 6% a 8% neste ramo, que gera quase 200 mil empregos diretos no País, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) .

O primeiro passo para os interessados no cultivo é identificar o local onde ele vai ficar e se o espaço reúne as condições ideais para as plantas escolhidas. Nos apartamentos, o mais recomendado são áreas arejadas e que recebam a luz do sol. “Poucas plantas se adaptam a ambientes sem ventilação ou sem luz. A maioria morre. As condições ambientais são determinantes para a longevidade do jardim”, alerta o paisagista Marcelo Kozmhinsky.

Espaço escolhido, hora de optar pelas plantas que serão cultivadas nele. E opções para isso não faltam, já que o mercado de flores e plantas conta com cerca de 8 mil produtores no Brasil, cultivando mais de 350 espécies, com cerca de três mil variedades. 

Para apartamentos, orquídeas, samambaias, cactos e zamioculcas são as mais recomendadas. “É fundamental que, na compra das sementes ou plantas, se tenha conhecimento de quais são as exigências de cada espécie. Umas precisam de mais luz, outras de mais sombra, além da observação da quantidade de regas”, aconselha a gerente de Marketing da Ferreira Costa, Flavia Chiba. De olho nos clientes interessados no cultivo, a loja criou um espaço diferenciado na loja da Imbiribeira, na Zona Sul.
Para quem mora em casa, com área mais ampla para o plantio, a variedade é maior. As espécies como buxinho, gardênia, viburno, murta, lambari-roxo são alguns poções para a elaboração de um belo jardim. “Mas um ponto deve ser observado: com plantas das mais diversas espécies, algumas pessoas erram quando colocam todas juntas. É preciso também saber o que cada uma precisa. Se colocadas de forma desorganizada, uma pode prejudicar a outra”, alerta o paisagista.

Por fim, para o plantio e manutenção são necessários cuidados também com os objetos escolhidos e produtos. No caso de usar vasos, é importante escolher bem o tamanho, o material do qual é feito e quais plantas serão colocadas neles. As ferramentas são fundamentais. Em lojas de jardinagem também é possível encontrar kits para ajudar na tarefa. Adubos e fertilizantes orgânicos também entram na lista de cuidados. 

“No mercado são encontrados os mais diversos produtos, nos mais variados preços. Pesquisar é fundamental”, aconselha a gerente da Ferreira Costa. Ainda de acordo com a Ibraflor, o gasto médio dos consumidores com o cultivo e manutenção de plantas chega a R$ 26,68 ao mês.

A internet também é uma aliada e tanto na hora de planejar o novo ambiente. “Com as redes sociais e sites especializados, as dificuldades de escolha e possibilidades de erro são praticamente descartadas. Esses ambientes virtuais, em muitos casos, servem como referência importante para os iniciantes”, indica Kozmhinsky.

 

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