Jovens aprendizes ocupam mais de 124 mil vagas no primeiro trimestre

Os estados que mais contrataram jovens aprendizes nesse período foram São Paulo (36,1 mil), Santa Catarina (12,6 mil), Minas Gerais (11,4 mil), Rio de Janeiro (11,3 mil) e Rio Grande do Sul (10,9 mil)

Jovem à procura do primeiro empregoJovem à procura do primeiro emprego - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Balanço do Ministério do Trabalho, divulgado nesta sexta-feira (4), mostra que 124.730 jovens foram contratados como aprendizes de janeiro a março deste ano. O estado que mais contratou jovens nesse período foi São Paulo (36,1 mil), seguido de Santa Catarina (12,6 mil), Minas Gerais (11,4 mil), Rio de Janeiro (11,3 mil) e Rio Grande do Sul (10,9 mil).

De acordo com a Lei de Aprendizagem Profissional (Lei 10.097/2000), todas as empresas de médio e grande portes devem manter em seus quadros de funcionários adolescentes e jovens na faixa de 14 a 24 anos (exceto para aprendizes com deficiência, para os quais não há limite máximo de idade), na modalidade aprendiz, com cotas que variam de 5% a 15% por estabelecimento.

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No total, o Brasil registra mais de 3,3 milhões de aprendizes contratados desde 2005, quando a norma foi regulamentada. É obrigatório que os jovens contratados estejam frequentando o ensino regular, caso não tenham concluído o ensino médio, e matriculados em algum programa de aprendizagem profissional. A remuneração tem como base o salário mínimo, atualmente em R$ 954, mas é proporcional ao número de horas cumpridas.

Segundo o diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Higino Brito Vieira, o balanço prévio mantém o ritmo de contratação dos anos anteriores. “O Brasil vem tendo um aumento na aprendizagem profissional desde a sua criação, mas os números poderiam ser melhores. Ainda é um desafio convencer os empregadores de que contratar aprendiz pode ser vantajoso para as empresas”, disse Vieira.

Setores e ocupações


Entre os setores que mais contrataram aprendizes no primeiro trimestre do ano estão a indústria da transformação, com 41.098 admissões, e o comércio, com 27.556.

As ocupações nas quais os jovens tiveram mais oportunidade foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Mais de 50% de todas as contratações ocorreram nessas áreas. Tiveram destaque também as funções de mecânico de manutenção de máquinas, vendedor do comércio varejista e repositor de mercadoria.

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