Justiça cassa liminar que proibia uso de glifosato no Brasil, diz ministro

A decisão foi cassada após recurso movido pela Advocacia-Geral da União, que disse que o impedimento, se mantido, geraria "grave risco de lesão à ordem econômica"

Aplicação de herbicidaAplicação de herbicida - Foto: Pixabay

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou nesta quinta-feira (23) que a Justiça cassou uma decisão liminar que havia determinado a suspensão de registros de produtos que contenham glifosato, ingrediente de herbicidas usados em larga escala no Brasil. "Notícia boa!!! Acaba de ser cassada a liminar que proibia o uso do glifosato no Brasil", escreveu o ministro em sua conta oficial no Twitter.

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A decisão foi cassada após recurso movido pela AGU (Advocacia-Geral da União), que disse que o impedimento, se mantido, geraria "grave risco de lesão à ordem econômica" e impacto de bilhões de reais para a balança comercial.

O glifosato é um herbicida utilizado em importantes lavouras brasileiras, especialmente na soja, o principal produto de exportação do Brasil. No último dia 16, Maggi, que já comandou o Grupo Amaggi, grande produtor de soja, disse ainda que as críticas ao produto não têm fundamento e soam como "lenda urbana".

Nos Estados Unidos, um juri da Califórnia declarou a empresa Monsanto culpada em um processo aberto por um homem que a alegava que os pesticidas da companhia baseados em glifosato causaram câncer nele. No caso, a Monsanto foi condenada a pagar US$ 289 milhões (R$ 1,1 bilhão) como indenização.

A empresa, no entanto, nega que o glifosato -herbicida mais usado do mundo- cause câncer, dizendo que décadas de estudos científicos comprovam que o pesticida é seguro.

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